Por Clóvis Gonçalves
General Júlio César de Arruda é acusado de prevaricação. O
Ministério Público Federal (MPF) acatou uma notícia-crime contra o comandante
do Exército general Júlio César de Arruda, por suposta prevaricação, informou o
jornal Folha de S. Paulo, na última terça-feira 17 de janeiro. Ele é acusado de omissão, por não
ter desmobilizado o acampamento em frente aos quartéis-generais (QGs) em todo o
país. A denúncia foi protocolada por Luciene Cavalcante (PSOL-SP), suplente da
ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Luciene vai assumir a cadeira neste
ano. Luciene alega que houve “falta de empenho” do comandante do Exército em
desmobilizar os acampamentos, que teriam servido para abrigar manifestantes que
invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o edifício-sede do
Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo 8 de janeiro.
Na ação, a parlamentar também citou uma “barreira” montada
por soldados do Exército para proteger o acampamento na noite dos atos que
registraram vandalismo, em Brasília. “Os depoimentos feitos à Polícia Federal
demonstram que o acampamento do Distrito Federal foi estratégico para o ato
golpista”, alega Luciene. “Nesse sentido, é urgente investigar os relatos que
dão conta da participação, seja por ação seja por omissão, do alto comando do
Exército.” O acesso ao acampamento e o desmonte das instalações só foram
possíveis na manhã do dia seguinte aos ataques. A deputada também solicitou ao
MPF que, além do comandante do Exército, outros militares também sejam
investigados por não promoverem a desocupação dos acampamentos em frente aos
QGs. (Município em Revista).