Por Clóvis Gonçalves
O advogado Leandro Mathias de Novaes, de 40 anos de idade, foi atingido por um disparo da própria arma de fogo enquanto acompanhava a mãe no procedimento de ressonância magnética, ele portava uma pistola calibre 9 milímetros, um pente extra carregado e cerca de 30 munições. O homem, que está em estado grave, teria guardado o pente extra e as munições após orientação, mas deixou a pistola na cintura durante o procedimento. De acordo com um representante do laboratório ao SP1, da TV Globo, Leandro estava com a arma na cintura e se aproximou para ajudar a posicionar a mãe, que estava deitada na maca que entraria na máquina de ressonância magnética. O advogado teria ficado a um metro de distância da máquina quando a arma foi atraída como um imã e disparou na direção do abdômen após bater na parede do aparelho médico.
Dois funcionários também estavam na
sala durante o disparo, mas não ficaram feridos. A SSP-SP (Secretaria da
Segurança Pública de São Paulo) informou à reportagem que foi constatado, pela
numeração, que a arma estava registrada e que o advogado tem autorização para o
porte. Ele divulga conteúdos pró-armas no TikTok. "Tanto a paciente, quanto o
acompanhante neste caso foram aplicados questionários de consentimento e
orientações sobre o campo magnético. Então, o senhor Leandro foi verbalmente
orientado e também assinou um protocolo onde todas as orientações estavam
escritas e esclarecidas para ele. Tanto é que ele guardou os objetos no armário
e, infelizmente, o único objeto que ele não guardou foi a arma de fogo que ele
portava", constatou César penteado, diretor-médico do laboratório.
ESTADO
GRAVE
Um
funcionário do escritório de advocacia de Leandro confirmou nesta quarta-feira
(18) à reportagem que o advogado sofreu um "acidente" e está
hospitalizado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). "Ele [Leandro] passou
por um procedimento cirúrgico ontem [18] e passará por uma nova cirurgia amanhã
[quinta-feira] cedo, mas ele se encontra na UTI e o quadro clínico é
grave." O Hospital São Luiz Itaim informou que "tem por política não
divulgar informações clínicas sem autorização do paciente ou familiares".
LABORATÓRIO
DIZ QUE ORIENTOU ACOMPANHANTE
À
reportagem, o Laboratório Cura lamentou o ocorrido com o disparo acidental e
confirmou que apenas a pessoa portadora da arma se feriu. A empresa informou
que a paciente e o acompanhante ferido estão "recebendo toda a assessoria
e acompanhamento do CURA grupo", bem como está colaborando com as
apurações das autoridades. "Reforçamos que todos os protocolos de
prevenção de acidentes foram seguidos pelo time do CURA, como é de praxe em
todas as unidades. Tanto a paciente como o acompanhante foram devidamente
orientados quanto aos procedimentos para acesso à sala de exame e alertados
sobre a retirada de todo e qualquer objeto metálico. Ambos assinaram termo de
ciência com relação a essa orientação", declarou em nota o Laboratório
Cura. (Uol /Folha Press)