Por Clóvis Gonçalves
O presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,
endossou nesta última quarta-feira, 18 de janeiro, a fala do ministro da
Fazenda, Fernando Haddad, de que o governo quer aprovar no Congresso Nacional uma
reforma tributária do consumo no primeiro semestre deste ano de 2023. O petista ainda
garantiu que fará mudanças no Imposto de Renda, para aumentar a faixa de
isenção para aqueles que recebem até R$ 5 mil. Durante participação no Fórum
Econômico Mundial de Davos, na Suíça, Haddad afirmou que o governo quer aprovar
uma reforma tributária fatiada ainda este ano. No primeiro semestre, a proposta
envolveria impostos que incidem sobre o consumo. Na segunda metade do ano, a
gestão quer que o Congresso se debruce sobre mudanças no Imposto de Renda.
"Vamos construir isso, começar a fazer uma reforma
tributária no primeiro semestre. Para isso, é preciso de muita discussão",
disse Lula nesta quarta, ao pedir que trabalhadores façam pressão sobre o
governo para dar celeridade à aprovação das reformas. "É exatamente porque
o Lula é presidente que vocês precisam fazer pressão. Porque, nos outros
presidentes, você não consegue fazer pressão", pontuou também o presidente
da República. Lula disse ainda que a reforma no IR deve aumentar faixa de
isenção do tributo para aqueles que recebem até R$ 5 mil, uma promessa de
campanha. "O pobre que ganha R$ 3 mil paga proporcionalmente mais do que
quem ganha R$ 100 mil. Vamos mudar a lógica, diminuir imposto para o pobre e
aumentar para o rico. Vamos colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de
Renda "
As declarações foram feitas em evento com centrais sindicais
na manhã desta quarta, no Palácio do Planalto, em que Lula assinou despacho
para criação de Grupo de Trabalho interministerial que deve formular uma
política de valorização do salário mínimo. (Muita Informação).