Por Clóvis Gonçalves
Já imaginou descobrir, após sua demissão, que parte do seu dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi retirado sem seu consentimento e você não sabe para onde foi esse valor?. No segundo semestre de 2022, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul iniciou investigações a fim de descobrir esquema de desvio de valores referentes ao FGTS. Segundo investigações, as provas demonstram desvios injustificados em vários estados do país, como Bahia, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. O homem, que atua como gerente, foi preso com R$5.000 reais no bolso.
ENTENDA A PRISÃO DO GERENTE
A Polícia Civil prendeu o diretor da Caixa Econômica Federal
em Viamão, capital de Porto Alegre, na última quarta-feira, 14 de novembro. O
homem é suspeito de desviar dinheiro do aniversário do FGTS dos correntistas. De
acordo com os autos, o delegado responsável pela investigação afirma que a
Caixa colabora com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações
antifraude. Dessa forma, o responsável pela investigação também destaca que
monitora constantemente seus produtos, serviços e transações bancárias para
identificar e investigar casos suspeitos. Por fim, o banco especifica que
informações sigilosas sobre crimes ocorridos em suas unidades serão repassadas
exclusivamente às autoridades policiais e confirma que cooperará integralmente
com a investigação das autoridades competentes dos órgãos. Dessa forma, deu-se
voz de prisão e o suspeito está preso. O funcionário do banco está sendo
investigado pelo crime de peculato, que ocorre quando uma pessoa se utiliza de
seu cargo para desviar dinheiro ou bens em benefício próprio ou de terceiros.
INQUÉRITO POLICIAL, PROVAS DO CRIME E PRISÃO
Segundo o representante, o dano causado aos clientes é de
quase R$ 400 mil. De acordo com a investigação policial, o funcionário
transferiu os valores ao longo de vários meses. A retirada foi possível inserindo
o código. Assim, os valores nunca ultrapassaram mil reais para não atrair a
atenção do banco e dos clientes, observa o delegado no inquérito policial. Dessa
forma, a investigação iniciou-se após movimentação inusitada no escritório do
gerente no interior e na capital, residência do gerente. Segundo o comissário,
também há registros de saques de unidades em Porto Alegre. Dessa forma, de
acordo com o delegado, os correntistas afetados eram de pelo menos quatro
estados. A polícia encontrou desvios injustificados na Bahia, Paraná, Santa
Catarina e São Paulo. Por fim, agora com as investigações em andamento, os
prejudicados receberão os valores ao final do processo e do julgamento do
gerente e o prejuízo deve ser sanado. (Informação Agenda Notícia)