Por Clóvis
Gonçalves
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP)
pediu nesta quarta-feira (15) em Plenário, ao governo de São Paulo e a
autoridades federais, que apurem denúncias de irregularidades no Instituto e na
Fundação Butantã, feita pelos sindicatos dos Químicos e dos Farmacêuticos do
estado.
De acordo com o senador, as
irregularidades remontariam a 2007 quando foi inaugurada uma fábrica para produção
de vacinas contra a gripe. O problema é que apenas em 2013 a produção
efetivamente foi iniciada; até então as vacinas eram apenas envasadas ou
rotuladas no Butantã.
Outro problema, segundo Suplicy, é
que desde setembro de 2013 a fábrica está paralisada, o que prejudicou a
produção de vacinas e soros no Butantã e forçou o Ministério da Saúde a comprar
vacinas de outros países. O soro antiofídico, no entanto, não pode ser
importado porque tem que ser feito a partir do veneno de cobras existentes no Brasil.
Diante disso, a população corre sérios riscos, advertiu o senador.
Eduardo Suplicy acrescentou que o
Instituto e a Fundação Butantã estariam enfrentando outros problemas, como
nepotismo, contratação de funcionários e pagamento de salários em desacordo com
as leis, falta de transparência no uso de dinheiro repassado pelo governo
federal, falta de equipamentos de segurança e demissões arbitrárias.
— Sendo o Instituto Butantã um dos
maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, acredito que tais denúncias
possam comprometer seriamente a sua reputação, exigindo assim urgente apuração
dos fatos, até porque recursos têm sido repassados pelo Ministério da Saúde
para adquirir as doses de vacina contra a influenza nos últimos seis anos, num
total de R$ 1.991.685.272,57 — declarou o senador.(Agencia Senado)
