Por Clóvis Gonçalves
“Paulinho Mega” e seu pai foram presos em um hotel, em São Paulo, na
sexta-feira (5), durante operação para cumprimento de mandados, que contou com
o apoio do DHPP e da Divisão Anti-sequestro da Polícia Civil paulista. Arivan
foi capturado na madrugada de domingo (7), no bairro de Pirajá, em Salvador,
onde reside, por uma equipe da COE.
No decorrer da investigação, que também contou com o apoio da
Superintendência de Inteligência (SI), da Secretaria da Segurança Pública
(SSP-BA), a polícia apurou que “Paulinho Mega” foi sentenciado a 22 anos de
prisão por tráfico internacional de drogas, em abril deste ano, e planejou o
sequestro do advogado para conseguir dinheiro e fugir do país.
Em 2010, ele foi preso no Mato Grosso com quatro quilos de cocaína
e em seguida transferido para Salvador, onde conseguiu progressão da pena para
prisão domiciliar. Aqui, Paulinho conheceu Arivan na cadeia, também condenado a
25 anos de prisão por latrocínio, ocorrido em Santo Antônio de Jesus.
A dupla sequestrou o advogado e o manteve em cativeiro num casebre, nas
imediações da fábrica Bahia Palets, em Castelo Branco, próximo à Colônia Penal
Lafayete Coutinho. Ricardo foi morto com uma paulada na cabeça e teve o corpo
jogado numa cisterna no mesmo terreno, que depois foi lacrada.
Paulinho aponta Arivan como o responsável pela morte e ocultação do
cadáver da vítima, alegando que viajou para São Paulo no dia seguinte ao
sequestro para negociar com a família da vítima de lá. Depois de uma semana,
como não recebeu pagamento, ligou avisando ao comparsa sobre a recusa. Ele
afirma que não decidiu sozinho pela morte do refém.
Já Arivan, afirma em depoimento que Paulinho viajou depois que Ricardo
já havia sido assassinado e ambos ocultaram seu corpo. A polícia investiga qual
das versões é verdadeira.
Paulinho e Arivan tiveram as prisões preventivas decretadas e vão
responder pelos crimes de sequestro e ocultação de cadáver. Até o momento,
Paulo Gomez cumpre prisão temporária de 30 dias para que seja esclarecida sua
participação no crime. Todos os envolvidos deverão ser encaminhados ao sistema
prisional.
O corpo do advogado foi resgatado pelos bombeiros, no domingo (7), e
passará por exames de arcada dentária no Departamento de Polícia Técnica (DPT)
e, se necessário, por exame de DNA, para identificação.(ASCOM/PC)
