Por Clóvis Gonçalves
Resultado foi informado pela diretora de imunização do estado,Helena Sato. A três garotas permanecem internadas no Hospital Guilherme ´
Álvaro.
O resultado do exame neurológico das três jovens de
Bertioga, no litoral de São Paulo, que tiveram reações após receberem a segunda
dose da vacina contra o HPV, foi normal. Segundo a secretaria de Saúde do
Estado, isso significa que foi descartada qualquer relação dos sintomas
apresentados com a vacina aplicada. As garotas foram transferidas na tarde de
sábado (6) para o Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, pois estavam sem forças
nos membros inferiores e, uma delas, nas mãos. "Elas não têm
paralisia", garante a diretora de imunização do Estado, Helena Sato.
Luana Alves Barros, Mariana Freitas de Lima e
Nathália dos Santos foram avaliadas por uma neuropediatra na manhã desta
segunda-feira (8). Foi confirmado o resultado e o diagnóstico normal.
"Voltamos a reiterar que a vacina é segura. Acontece que as meninas podem
ter ficado ansiosas e com medo ao fato da vacina ser injetável. Já temos na
literatura fatos semelhantes em outros países com outras vacinas",
afirmou.
As jovens apresentaram quadro de saúde instável com
recaída durante todo o final de semana. Neste momento, elas permanecem
internadas na enfermaria do hospital, onde estão recebendo acompanhamento de
equipe médica. "O quadro de saúde delas está evoluindo. Ainda não podemos
precisar por mais quanto tempo elas ficarão internadas, mas já estão melhorando
e não têm paralisia", diz.
Sobre a suspensão da vacina, a diretora de
imunização confirma que a imunização vai continuar. "Não tem porque
suspender. Desde o início já tínhamos identificado que as reações eram pontuais
em uma escola de Bertioga. Muitas outras meninas também receberam a dose e não
tiveram nada. No Estado foi o mesmo lote e 20 mil meninas que receberam a
vacina contra HPV estão bem", garantiu.
Helena ressaltou ainda que a é importante que as
meninas recebam a segunda dose da vacina para completar o esquema de imunização
que previne, principalmente, contra o câncer de colo de útero.
Garotas estão internadas no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, SP
(Foto: Mariane Rossi/G1)


