Por Clóvis Gonçalves
O título alemão vem para afirmar o sucesso do projeto de
reinvenção do futebol alemão iniciado há 14 anos atrás. Após uma campanha pífia
na Eurocopa de 2000, com a 2ª pior campanha da competição, a federação e os
clubes alemães perceberam a necessidade de modernização do futebol alemão não
mais o melhor do mundo, como em 1990.
Do fracasso na Euro 2000 até a Copa
do Mundo de 2014, o governo da Alemanha investiu mais de um bilhão de dólares
no futebol. O principal objetivo do projeto não era o de atingir meninos de
17,18 e 19 anos, mas sim de incentivar a prática do futebol já em meninos de
11, 12 e 13 anos tanto nas categorias de base, quanto nas escolas por toda a
Alemanha.
Hoje, existem 370 centros de
treinamento espalhados pelo território bávaro que abrigam cerca de 25.000
jovens tentando a sorte no esporte. Vale destacar que a inserção de meninos tão
jovens, nos gramados, fez com que o estilo do futebol alemão também fosse
alterado. Antes mais físico e, agora, mais técnico.
As mudanças não pararam por aí. Não
só a prática do esporte foi incentivada, mas também a ida aos estádios. A
federação alemã congelou o preço dos ingressos para que os fãs pudessem lotar
os estádios durante toda a temporada do Campeonato Alemão. A medida foi um
sucesso e, hoje, a Bundesliga é o campeonato com a maior média de público:
45.000 pessoas por jogo.
Para completar a reinvenção do
futebol alemão foi implantado o “fair play financeiro para todos os times das
principais divisões alemães. A medida impõe que os times não comprometam mais
de 50% do orçamento com os salários do elenco e não gaste, em hipótese nenhuma,
mais do que arrecade.
Através dos dados apresentados,
leitor, é possível concluir que o título alemão, na Copa do Mundo de 2014,(o
primeiro de uma seleção européia em território sul-americano) não foi nenhum
acaso, mas a consequência de um trabalho sério que serve de exemplo para muitas
confederações futebolísticas mundo à fora, inclusive a brasileira.(LanceNet)
