Trabalho das parteiras tradicionais é tema de debate no 'Quintas
Femininas'
Por Clóvis Gonçalves 08/5/2014
A atuação das parteiras tradicionais
em municípios distantes das áreas centrais do Brasil é tema de debate iniciado
há pouco no projeto Quintas Femininas. O objetivo é recolher sugestões dos
participantes e encaminhá-las a projetos de lei que melhorem a atividade.
A procuradora especial da Mulher do
Senado, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), considera a discussão
fundamental. No país, são realizados anualmente pelo menos 38 mil partos
domiciliares, sendo que a maioria dos casos é assistida por parteiras
tradicionais. A maior incidência ocorre em áreas afastadas nas regiões Norte,
Centro-Oeste e Nordeste e essas mulheres enfrentam inúmeras dificuldades para
exercer a tarefa.
Entre os palestrantes, estão a
professora doutora Silvéria Santos, da Universidade de Brasília (UnB), e a
presidente da Rede Estadual das Parteiras do Amapá, Maria Luiza Dias.
O evento é aberto ao público. Os
interessados poderão ainda acompanhar o encontro por meio do site de
interatividade www.senado.leg.br/ecidadania. Outras sugestões podem ser repassadas por meio do Alô Senado, no telefone 0800
61 22 11.
Os debates do projeto Quintas
Femininas são promovidos mensalmente pela Procuradoria Especial da Mulher do
Senado e pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados. O Núcleo de Estudos
e Pesquisa sobre a Mulher (Nepen) da Universidade de Brasília (UnB) apoia a
iniciativa.
A reunião desta quinta está sendo
realizada na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho.(AgenciaSenado)