Por Metro1
Foto: Reprodução/Redes sociais
A
Polícia Civil formalizou um boletim de ocorrência que aponta quatro policiais
militares (PMs) como responsáveis por forçar suspeitos de tráfico de drogas a
vestir camisas com alusão à campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) antes de serem conduzidos à delegacia, em Piracicaba, no interior
de São Paulo. A situação ganhou projeção depois que vieram a público imagens da
chegada dos detidos à delegacia. O documento foi elaborado por volta das 23 horas desta última quinta-feira (22/10) por militantes do Partido dos Trabalhadores
(PT). Entre os crimes identificados, estão:
AMEAÇA:
Constrangimento
ilegal;
Abuso
de autoridade, por submeter pessoa presa ou detida a constrangimento mediante
violência e grave ameaça;
Abuso
de autoridade, por ingressar em imóvel contra a vontade de quem o ocupa. De
acordo com o delegado Alex Adami, da Polícia Civil, a apuração ficará a cargo
da Corregedoria da PM, já que os acusados pertencem à corporação e os fatos
teriam ocorrido durante o desempenho de suas funções. Moradores, parentes e
militantes sustentam que os presos não vestiam as camisetas no momento da
abordagem e acusam os agentes de armar a cena.
A
Polícia Militar comunicou que o procedimento para esclarecer o episódio já foi
instaurado. Em resposta, o PT recorreu à Procuradoria-Geral da República (PGR)
para solicitar a abertura de uma investigação. A Ouvidoria das Polícias pediu o
afastamento dos policiais envolvidos e o Ministério da Justiça exigiu
esclarecimentos aos órgãos de segurança de São Paulo.
CASO SE ASSEMELHA AO
SEQUESTRO DE ABÍLIO DINIZ
Em
11 de dezembro de 1989, o empresário Abilio dos Santos Diniz, então
vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar, foi sequestrado por quatro criminosos
armados em São Paulo. O crime ocorreu poucos dias antes do segundo turno das
eleições presidenciais, quando Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva
disputavam a vaga. Quando os primeiros
sequestradores foram presos, policiais alegaram ter encontrado material de
campanha petista, manuais de guerrilha e uma agenda com contatos de integrantes
do PT, o que alimentou a tentativa de associar o partido ao crime. Líderes
petistas e autoridades federais negaram qualquer ligação, e os agentes foram
acusados de plantar os itens. Fonte: Metro1.
