sexta-feira, 23 de outubro de 2026

POLÍCIA FEDERAL DISPUTA POR ILHA NO RIO DE JANEIRO ENVOLVENDO RICHARLISON E WILLER TOMAZ

Por Voz da Bahia

Foto Divulgação

A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar a situação de uma ilha no Rio de Janeiro que é alvo de uma disputa envolvendo o atacante Richarlison e o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo fontes da corporação ouvidas pelo jornal Correio, a apuração será conduzida no âmbito de um inquérito já em andamento, que investiga uma suspeita de lavagem de dinheiro atribuída ao advogado. Richarlison afirma ter pago R$ 10 milhões pela posse da ilha e alega que o local foi tomado por Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro. O caso chegou à Polícia Federal após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

LULA PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE A TRANSFERENCIA DA POSSE

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Lula questionou a rapidez com que o jogador teria perdido a posse do imóvel e pediu que a Polícia Federal investigasse o caso. “Estou pedindo para a Polícia Federal investigar para saber onde que foi feito o trambique”, declarou o presidente, ao mencionar a atuação de Willer Tomaz e a possível participação de Flávio Bolsonaro no episódio. Na manifestação, Lula também afirmou que o advogado teria recorrido à Secretaria do Patrimônio da União (SPU), responsável pela regularização dos direitos sobre a área, após visitar o local com o senador e realizar imagens com um drone. A Polícia Federal deverá avaliar o papel da SPU na situação, conforme as informações divulgadas.

ADVOGADO CONTESTA VERSÃO DO JOGADOR

Em manifestação nas redes sociais, Willer Tomaz afirmou que detém a posse do imóvel e que possui documentos para comprovar seus direitos sobre a área. O advogado também declarou que Richarlison perdeu uma ação judicial por não ter direitos sobre o local, contestando a versão apresentada pelo jogador. A investigação deverá apurar as circunstâncias envolvendo a ilha e a regularização dos direitos sobre a área. Até o momento, as alegações apresentadas pelas partes são distintas, e a apuração não representa, por si só, uma conclusão sobre eventuais irregularidades. Fonte Voz da Bahia.