Por Voz da Bahia
Foto Divulgação
A
Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar a situação de uma ilha
no Rio de Janeiro que é alvo de uma disputa envolvendo o atacante Richarlison e
o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador e candidato à
Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo fontes da corporação ouvidas pelo
jornal Correio, a apuração será conduzida no âmbito de um inquérito já em
andamento, que investiga uma suspeita de lavagem de dinheiro atribuída ao
advogado. Richarlison afirma ter pago R$ 10 milhões pela posse da ilha e alega
que o local foi tomado por Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro. O caso chegou à
Polícia Federal após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e
está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF).
LULA
PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE A TRANSFERENCIA DA POSSE
Em
um vídeo publicado nas redes sociais, Lula questionou a rapidez com que o
jogador teria perdido a posse do imóvel e pediu que a Polícia Federal
investigasse o caso. “Estou pedindo para a Polícia Federal investigar para
saber onde que foi feito o trambique”, declarou o presidente, ao mencionar a
atuação de Willer Tomaz e a possível participação de Flávio Bolsonaro no
episódio. Na manifestação, Lula também afirmou que o advogado teria recorrido à
Secretaria do Patrimônio da União (SPU), responsável pela regularização dos
direitos sobre a área, após visitar o local com o senador e realizar imagens
com um drone. A Polícia Federal deverá avaliar o papel da SPU na situação,
conforme as informações divulgadas.
ADVOGADO
CONTESTA VERSÃO DO JOGADOR
Em
manifestação nas redes sociais, Willer Tomaz afirmou que detém a posse do
imóvel e que possui documentos para comprovar seus direitos sobre a área. O
advogado também declarou que Richarlison perdeu uma ação judicial por não ter
direitos sobre o local, contestando a versão apresentada pelo jogador. A
investigação deverá apurar as circunstâncias envolvendo a ilha e a
regularização dos direitos sobre a área. Até o momento, as alegações
apresentadas pelas partes são distintas, e a apuração não representa, por si
só, uma conclusão sobre eventuais irregularidades. Fonte Voz da Bahia.
