Por Política Bahia
Foto: Reprodução/Alerj
A
Polícia Federal pediu a prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella mais
de um mês antes do primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. A
representação foi apresentada à Justiça em 3 de setembro, e a
Procuradoria-Geral da República se manifestou sobre o caso em 14 de setembro. A
decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, só foi
proferida em 13 de outubro. Canella foi preso logo na sequência, em 15 de
outubro, durante mais uma fase da Operação Unha e Carne. Mesmo sob
investigação, o político do União Brasil disputou as eleições e terminou como o
segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, com 197.178 votos.
Agora, além dos desdobramentos criminais, o futuro político dele depende de uma
ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o registro de sua
candidatura.
O
Tribunal Regional Eleitoral do Rio havia autorizado a candidatura de Canella,
mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE. No recurso, foram
apresentados indícios reunidos pela Polícia Federal sobre o suposto
envolvimento do político com organizações criminosas. Cabe agora ao TSE decidir
se mantém ou rejeita o registro. Caso a candidatura seja indeferida, os votos
recebidos por Canella poderão ser anulados, o que pode exigir uma nova
totalização dos resultados e alterar a composição da Assembleia Legislativa do
Rio (Alerj). Mesmo que a candidatura seja mantida, a prisão levanta dúvidas
sobre os próximos passos do deputado eleito. Uma delas é se ele poderá ser
diplomado enquanto estiver preso. Outra é como ficará o exercício do mandato
caso tome posse, mas continue impedido de comparecer às sessões. O Regimento
Interno da Alerj prevê consequências para deputados que ultrapassam o limite de
faltas.
Canella
foi preso na quarta-feira (15), junto com outras cinco pessoas, em uma nova
fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema bilionário de lavagem
de dinheiro por meio de postos de combustíveis no estado. Entre os presos
também está Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio. Segundo a
Polícia Federal, a organização criminosa reunia empresários, políticos e
agentes públicos e teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis
anos. Os investigadores apontam que o setor de combustíveis era usado para
movimentar grandes quantias em dinheiro e misturar receitas de origem legal e
ilegal.
Ex-prefeito de Belford Roxo, Canella é apontado pela investigação como patrono e articulador político do grupo. Em julho deste ano, o deputado eleito já havia sido preso em flagrante por porte ilegal de arma durante outra fase da Operação Unha e Carne. Na ocasião, ele foi solto dias depois. Fonte: Politica Bahia. Fonte Bahia na Política.
