Por Correio
Tratamento oftalmológico Crédito: Shutterstock
Doenças oculares crônicas podem avançar sem sinais evidentes e comprometer progressivamente a visão, afetando a autonomia e a qualidade de vida, sobretudo entre pessoas idosas. Glaucoma, Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e retinopatia diabética estão entre as condições que exigem acompanhamento contínuo para reduzir o risco de complicações e de perda visual irreversível. O glaucoma, por exemplo, costuma evoluir sem dor ou sintomas perceptíveis. Segundo o oftalmologista Michel Bittencourt, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), a forma mais comum é a de ângulo aberto, responsável por até 90% dos casos. Quando aparecem sinais como visão embaçada ou perda da visão periférica, a doença pode já estar em estágio avançado.
A condição provoca danos progressivos ao nervo óptico e
geralmente está associada ao aumento da pressão intraocular. Para acompanhar a
evolução do quadro, o médico destaca a importância de realizar exames
periódicos, medir a pressão dos olhos conforme orientação profissional e seguir
corretamente o tratamento prescrito. A frequência das avaliações varia de
acordo com o caso, mas pode ser semestral.
DMRI EXIGE ATENÇÃO À SAÚDE DA RETINA
A Degeneração Macular Relacionada à Idade afeta a mácula,
região da retina responsável pela visão central e pelos detalhes. De acordo com
o oftalmologista especialista em retina Vasco Bravo Filho, também do HOPE, o
envelhecimento é um dos principais fatores associados à doença, que também
envolve componentes biológicos, genéticos e ambientais. A DMRI pode se
manifestar nas formas seca ou úmida, com abordagens terapêuticas específicas
para cada uma. Conforme a avaliação médica, o tratamento pode incluir suplementos
nutricionais, fotobiomodulação, medicamentos antiangiogênicos e injeções
intravítreas. A forma úmida pode exigir acompanhamento mais frequente para
monitorar a evolução e evitar complicações.
DIABETES TAMBÉM PODE CAUSAR DANOS Á VISÃO
A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta os pequenos vasos sanguíneos da retina. Quando a glicose permanece elevada, esses vasos podem sofrer danos, com vazamentos e inchaço que prejudicam a visão. O controle da glicemia, da pressão arterial e do colesterol é parte central do cuidado. Em alguns casos, o tratamento inclui sessões de foto coagulação a laser ou injeções intraoculares para conter alterações como sangramentos e edema. O acompanhamento também é essencial para identificar lesões antes que provoquem comprometimento visual mais grave.
Vasco Bravo Filho ressalta que o exame de fundo de olho é fundamental para detectar a retinopatia diabética. Pessoas com diabetes devem seguir a periodicidade indicada pelo oftalmologista. Para pacientes com alterações nos vasos da retina, as avaliações podem ser necessárias a cada três ou seis meses, conforme a gravidade do quadro.
PREVENIR COMPLICAÇÕES
Como essas doenças podem evoluir de maneira silenciosa,
esperar o aparecimento de sintomas não é uma estratégia segura. Consultas
oftalmológicas regulares permitem identificar alterações, avaliar a progressão
e ajustar o tratamento quando necessário. No Hospital de Olhos de Pernambuco,
pacientes com condições que exigem monitoramento frequente, como glaucoma, DMRI
e retinopatia diabética, podem contar com o programa Gestão do Cuidar. A
iniciativa oferece suporte contínuo e facilita o acesso a informações,
consultas, exames e procedimentos. Fonte Correio.


