Por A tarde
Plenário do STF - Foto: Gustavo Moreno/STF
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues,
entrega nesta terça-feira, 13, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
Edson Fachin, informações extraídas dos celulares do ex-banqueiro Daniel
Vorcaro, do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel. O material contém
referências a ministros da Corte e será apresentado em reunião solicitada pela
própria Polícia Federal. Ao confirmar o
encontro, Fachin afirmou que nenhum fato relevante nem nenhuma pessoa devem
ficar de fora da apuração. A entrega das informações ocorre durante uma crise
interna no Supremo, agravada em 1º de setembro, quando o ministro André
Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que registrava contatos entre Daniel
Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Desde então, Moraes e Mendonça trocam
acusações sobre a condução das investigações.
O ministro Edson Fachin e o diretor-geral do PF, Andrei Rodrigues - Foto: Divulgação/STF | Reprodução\Redes Sociais
CITAÇÕES A MINISTROS COLOCAM SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB PREESÃO
A Polícia Federal só produzirá relatórios específicos sobre cada ministro
se o STF considerar necessário. Caso a Corte solicite novos documentos, a
corporação definirá se apresentará um relatório conjunto ou documentos
separados para cada magistrado. O material extraído dos celulares contém
referências, em diferentes contextos, a pelo menos seis dos dez ministros do
Supremo Tribunal Federal ou a parentes de magistrados. Também há menções a integrantes do Superior
Tribunal de Justiça (STJ). Vale ressaltar que a existência dessas citações, por
si só, não significa que os ministros tenham cometido irregularidades.
CASO JÁ LEVOU TOFFOLI A DEIXAR RELATORIA
Em fevereiro, Fachin recebeu um primeiro levantamento da PF,
com cerca de 200 páginas, que reunia informações extraídas do celular de
Vorcaro e mencionava o ministro Dias Toffoli. O documento registrava mais de
dez ocasiões em que Vorcaro teria se encontrado com Toffoli, além de mensagens
sobre pagamentos e conversas relacionadas à Maridt, empresa da família do
ministro, e ao resort Tayayá, no Paraná. O material não era um relatório de
indiciamento, mas um levantamento de informações obtidas em bancos de dados e
aparelhos periciados para subsidiar as investigações. Após a entrega, Toffoli
deixou a relatoria dos processos relacionados ao Banco Master. A função passou
ao ministro André Mendonça, escolhido por sorteio. Fonte da Informação A tarde

