sábado, 1 de agosto de 2026

OPERAÇÃO PERJÚRIO; ENTENDA COMO FRAUDE R$ 723 MILHÕES MIRA ADVOGADOS NA BAHIA

Por Aratu On

Uma investigação integrada aos órgãos públicos estaduais aponta para quatro advogados suspeitos de enganar a Justiça. Eles usavam documentos falsificados para abrir centenas de processos contra bancos. O Aratu On teve acesso às informações junto ao Ministério Público da Bahia (MPBA), que revelam que o grupo teria movimentado ilegalmente cerca de R$ 723 milhões entre 2019 e 2025. Diante do cenário, o MPBA, por meio do Gaeco, realizou neste sábado (1º) a Operação Perjúrio para cumprir seis ordens de busca e apreensão em Salvador e Feira de Santana.

Operação Perjúrio Teve Apoio Do Gaeco

ESQUEMA DA OPERAÇÃO PERJÚRIO USAVA EMPRESAS DE FACHADA

A investigação descobriu que os suspeitos criavam comprovantes de residência falsos, como contas de luz ou água adulteradas, para dar início a processos em diversas cidades baianas. Para "lavar" o dinheiro termo usado para esconder a origem ilegal dos valores e dificultar o rastreamento da polícia, o grupo utilizava boletos bancários em nome de outras pessoas e mantinha uma rede de empresas de fachada nos ramos de consultoria, cobrança e manutenção de eletrônicos.

Agora, todo o material recolhido passará por perícia para que o Ministério Público identifique a responsabilidade de cada envolvido e a extensão total do golpe financeiro. De acordo com os investigadores, as movimentações financeiras foram consideradas "atípicas", ou seja, fora do padrão esperado para as atividades exercidas pelos profissionais e suas empresas.

FRAUDES DE ADVOGADOS LIGAM A CERTO JURÍDICO NA BAHIA

MPBA 

Com acesso do Aratu On, a Operação Perjúrio e o caso Sintonia de Gravata revelam ofensiva contra crimes na advocacia baiana. A recente deflagração da Operação Perjúrio pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) coloca novamente a conduta de profissionais do Direito sob os holofotes do estado. O caso dos quatro advogados suspeitos de movimentar R$ 723 milhões em um esquema de documentos falsos surge em um momento de intenso rigor, conectando-se a outras ações de impacto, como a Sintonia de Gravata, que investiga a relação de defensores com facções criminosas dentro do sistema prisional.

OPERAÇÃO PERJÚRIO E O CERCO CONTRA IRREGULARIDADES

Enquanto a Operação Perjúrio foca no que os investigadores chamam de "fraude processual” traduzindo o "juridiquês", é o ato de enganar o juiz usando comprovantes de residência e boletos adulterados para abrir processos falsos contra bancos, o caso Sintonia de Gravata mira o suposto uso da profissão para facilitar a comunicação de criminosos.

Ambas as ações do Ministério Público da Bahia (TJ-BA) demonstram uma vigilância maior sobre a classe. Recentemente, o Tribunal de Justiça garantiu que os acusados da Sintonia de Gravata tenham acesso total às gravações feitas em presídios, assegurando a "paridade de armas", termo jurídico para garantir que acusação e defesa tenham condições iguais de disputa no processo.

Tanto na Operação Perjúrio quanto na Sintonia de Gravata, o papel do Ministério Público é identificar a extensão das condutas e individualizar responsabilidades. Todas as provas agora passam por análise técnica para definir o futuro dos investigados. Fonte: Aratu On.