Por Bahia Notícias
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Reprodução / Agência Brasil / Redes sociais
O
presidente Lula (PT) disse nesta sexta-feira (14/8) que acredita na inocência de
seu filho, investigado em três inquéritos diferentes, e defendeu que as
apurações continuem. O petista declarou ter instruído os advogados a não pedir
o "fechamento" dos processos. Apesar disso, o presidente disse que
não sabe a verdade sobre o que aconteceu. Fábio Luis Lula da Silva, que ficou
conhecido como Lulinha apesar de não ter esse apelido em sua vida pessoal, é
investigado em inquéritos sobre suspeita de tráfico de influência.
Dois
deles estão sob responsabilidade do ministro STF (Supremo Tribunal Federal)
André Mendonça, e um sob Flávio Dino. "Ele jura por tudo que é sagrado que
não tem nada, e eu acredito nele. Mas eu já disse aos advogados: ninguém vai
pedir fechamento de processo do meu filho. Quer fazer inquérito? Faça. Eu quero
que ele seja investigado, não tem problema nenhum", disse o presidente da
República. "Só ele sabe a verdade. Só ele. Eu não sei a verdade. Ele sabe
se ele fez ou não fez. Ele jura que não fez. Se não fez, então brigue",
afirmou o petista. "Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Agora, ele já
foi acusado de muitas coisas. Toda eleição aparece o meu filho", disse
ele.
O
presidente da República, porém, preferiu não fazer um juízo de valor sobre as
investigações, porque disse que isso poderia colaborar com o desgaste das instituições.
Lula deu as declarações em entrevista ao podcast Não Inviabilize, transmitida
em vídeo. O petista tem dado entrevistas a podcasts para tentar atingir
públicos que não o seguem normalmente, especialmente os mais jovens.
Recentemente, ele também falou ao Inteligência LTDA. e ao Meteoro Brasil. As
investigações sobre o filho de Lula envolvem a suspeita de atuação da
empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, em favor de uma empresa junto
a um órgão público, segundo pessoas a par do caso e ouvidas reservadamente pela
Folha.
A
defesa de Lulinha disse, em nota, que ele "não tem relação direta ou
indireta com qualquer tipo de irregularidade". Os advogados afirmaram ter
"confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio
Dino", mas pediram providências contra "vazamentos reiterados,
seletivos e criminosos". "Não podemos permitir que interesses
não-republicamos e externos contaminem procedimentos investigativos ou o
próprio processo eleitoral. Em uma democracia de dimensões continentais,
investigações devem ser imparciais e eleições devem ser decididas com
votos", declararam os advogados Guilherme Suguimori Santos e Marco Aurélio
de Carvalho. Fonte: Bahia Notícias.