Por SBT News
Um
homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro suspeito de
exercer ilegalmente a medicina e se passar por médico durante atendimentos
domiciliares a uma criança de 10 anos em tratamento contra um tumor cerebral
maligno. A prisão ocorreu na tarde dessa última quinta-feira (6/8), em uma residência no
bairro Jardim Pitoresco, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo a
investigação da 63ª DP de Japeri, o suspeito, identificado como Diogo dos
Santos Serpa, teria realizado atendimentos à criança desde outubro de 2025,
apresentando-se como responsável pelo acompanhamento médico da paciente.
A
polícia afirma que, ao longo de seis atendimentos, ele teria prescrito
medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos utilizando o nome e o
registro profissional de outro médico. A suspeita surgiu após a mãe da criança
identificar inconsistências nas prescrições e consultar o cadastro do Conselho
Regional de Medicina (CRM). De acordo com a Polícia Civil, ela percebeu que a
fotografia vinculada ao registro usado pelo homem não correspondia à pessoa que
realizava os atendimentos e procurou a delegacia.
PRISÃO
E INVESTIGAÇÓES
A
prisão aconteceu durante uma nova visita à residência da família. No local, os
agentes apreenderam carimbo, receituários de controle especial e outros
materiais médicos que serão analisados durante a investigação. A Polícia Civil
informou que a criança tem medulo blastoma grau IV, um tipo de tumor cerebral
maligno de alta complexidade, e que a atuação do suspeito poderia representar
risco à saúde da paciente devido à possibilidade de prescrições inadequadas
para o tratamento. O homem foi autuado, segundo a polícia, pelos crimes de
exercício ilegal da medicina com fins lucrativos, uso de documento particular
falso, falsa identidade, tentativa de estelionato e perigo para a vida ou saúde
de outra pessoa. A Justiça será acionada para avaliar a conversão da prisão em
flagrante em preventiva.
Ainda
conforme a polícia, o suspeito possui antecedentes em outros quatro
procedimentos, relacionados a falsidade ideológica, furto de medicamentos em
farmácia, furto em estabelecimento farmacêutico e peculato. As investigações
continuam para apurar se o suspeito fez outras vítimas utilizando o mesmo
esquema, além de verificar se ele tinha algum vínculo com cursos de medicina e
a origem dos materiais e recursos utilizados para se passar por médico. Fonte: SBT News