Por BNews
Transferência de imóvel avaliado em R$ 15,8 milhões foi barrada por ordem do STF, após operação da Polícia Federal. | Arquivo / BNews
O senador Jaques Wagner (PT) tentou concluir a venda de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões em Camaçari um dia após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de recebimento de propina ligada ao Banco Master. Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, a transferência do imóvel foi impedida porque o cartório recebeu uma ordem de bloqueio de bens determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O terreno está sendo repassado para uma empresa que tem entre os sócios o Grupo City, controlador da SAF do Esporte Clube Bahia, e deve integrar um futuro empreendimento imobiliário ao lado de um novo centro de treinamento do clube. O Bahia informou que a compra envolveu terrenos de cinco proprietários e que a área pertencente a Wagner representa apenas 4% do total adquirido, acrescentando que o bloqueio não compromete o projeto.
Ainda de acordo com o Estadão, no dia 10 de junho (oito dias
antes da operação), Wagner também teve bloqueada a venda de um apartamento em
Salvador, negociado por R$ 10 milhões, ao prefeito de Conceição do Coité,
Marcelo Passos de Araújo (União Brasil). Os dois imóveis ficaram indisponíveis
antes da conclusão da transferência de propriedade. Por meio da defesa, o
senador negou qualquer irregularidade. "A defesa do senador Jaques Wagner
esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua
campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados
judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos.
Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder", afirmou o advogado
Pablo Domingues.
Já o prefeito de Coité alegou que a compra do apartamento
estava pactuada desde o ano passado. “Tenho um nome a zelar e nunca estive envolvido
em nenhuma irregularidade. Essa transação foi feita dentro da mais absoluta
legalidade e os documentos comprovam isso. O contrato de compra e venda data de
dezembro de 2025, todos os pagamentos foram feitos diretamente na conta de
Jaques Wagner até meados de abril e a escritura foi lavrada em maio. Em 10 de
junho demos entrada para registro, portanto, antes da deflagração da operação.
Infelizmente, acabei figurando nessa história como terceiro de boa fé”,
afirmou, também ao jornal. Fonte: BNews.