Por BNews
Investigação mira suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes públicos, empresários e empresas | Divulgação | PF
A
Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º/7), a terceira
fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, com foco em aprofundar
investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos
envolvendo agentes públicos, empresários e empresas. As medidas foram
autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no
Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.
NOVA
FASE MIRA PROVAS E MOVIMENTAÇÃO DE RECURSOS
Segundo
a Polícia Federal, a operação desta quarta tem como objetivo coletar e
preservar novos elementos de prova. A investigação apura possíveis crimes de
peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Há
indícios de que pessoas físicas e jurídicas teriam sido utilizadas para dar
aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Também foram
identificados sinais de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de
provas, o que pode configurar fraude processual.
ESQUEMA
ENVOLVE CONTRATOS DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS
As
apurações tiveram início nas fases anteriores da Operação Rent a Car, que
identificaram suspeitas de irregularidades na contratação de uma empresa de
locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade
Parlamentar (CEAP). A atual etapa aprofunda a análise sobre como esses valores
foram movimentados e qual foi a destinação final dos recursos.
EMPRESA
RECEBEU R$ 841,9 MIL DE COTAS PARLAMENTAR
Em
dezembro de 2024, durante uma das fases da operação, a Polícia Federal apontou
que a empresa Harue Locação de Veículos LTDA recebeu R$ 841,9 mil em recursos
da cota parlamentar entre 2015 e 2024. A suspeita é de que a empresa tenha sido
utilizada para emitir notas fiscais falsas e simular contratos de prestação de
serviços, com o objetivo de desviar dinheiro da Câmara dos Deputados.
PARLAMENTARRES
CONCENTRARAM MAIOR PARTES DOS PAGAMENTOS
Do
total recebido pela empresa, cerca de 66% tiveram origem em gastos de dois
deputados federais: Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que
juntos utilizaram R$ 557,4 mil da cota. Os assessores dos parlamentares foram
alvo de mandados de busca e apreensão na fase anterior da operação. Até a
publicação das informações, os deputados não haviam se manifestado.
STF
AUTORIZOU MEDIDAS JUDICIAIS
Os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. As diligências seguem em andamento com foco na ampliação das provas já reunidas pela Polícia Federal. Fonte: BNews.
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