quarta-feira, 8 de julho de 2026

PACIENTE CHAMA A POLÍCIA MILITAR APÓS ESPERAR 14 HORAS POR ATENDIMENTO NA UPA AO LADO DO HGCA

Por Central de Polícia/Olá Bahia

A presença da polícia também gerou um princípio de discussão

A revolta com o descaso na saúde pública levou uma paciente a chamar a Polícia Militar, na madrugada desta quarta-feira (8/7), para intervir na Unidade de Pronto Atendimento Estadual (UPA) que fica ao lado do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana. O acionamento da polícia ocorreu após os usuários passarem a noite inteira trancados na recepção, sem receber atendimento médico, sem medicação e, principalmente, sem qualquer tipo de justificativa ou informação por parte da equipe de plantão.

A chegada da viatura policial, por volta das 5 horas da manhã, foi o que forçou a assistência social da unidade a finalmente sair e dar explicações aos pacientes. No entanto, a presença da polícia também gerou um princípio de discussão: funcionários tentaram alegar às autoridades que o público já havia sido orientado sobre o tempo de espera, versão que foi prontamente desmentida e contestada pelas pessoas que aguardavam no local.

A iniciativa de acionar as forças de segurança partiu de Livia Marly Souza Barbosa, 51 anos de idade moradora do Muchila uma paciente que chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) às 20horas do dia anterior com quadro de asma e pressão arterial alta. Diante do silêncio da administração e do agravamento de seu estado de saúde, ela também realizou transmissões ao vivo nas redes sociais para expor a situação.

Ao lado dela, um senhor de aproximadamente 50 anos aguardava desde as 16h de terça-feira completando mais de 14 horas de espera na recepção. O cenário descrito pelas testemunhas era de total abandono: pessoas debilitadas desistindo de esperar e voltando para casa de ônibus, com dores, por medo de perder o transporte público da madrugada, enquanto pacientes graves permaneciam há dias sendo medicados de forma improvisada em cadeiras de plástico. 

A reportagem segue acompanhando o desdobramento do caso e aguarda um posicionamento oficial da Secretaria Estadual de Saúde sobre a falta de médicos e a conduta dos profissionais. Blog Central de Polícia, com informações e foto de Fátima Brandão (Rádio Subaé) Fonte: Central de Polícia/ Olá Bahia