Por O Tempo
Dayanne disse que vinha sofrendo ameaças de agiotas em carta escrita à mãoFoto: Imagem cedida a O TEMPO / Polícia Civil de Minas Gerais
A
ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, de
39 anos de idade, desaparecida desde da última quinta-feira (2/7), deixou cartas de despedida
antes de sumir em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo
Horizonte. Em uma delas, escrita à mão e obtida pela reportagem de O TEMPO, ela
afirma que vinha sofrendo ameaças de agiotas, diz temer pela própria vida e faz
um apelo para que as autoridades protejam seus filhos e familiares. Na carta,
datada de 2 de julho de 2026, Dayanne escreve: "Eu peço socorro pelos meus
filhos, familiares, pelo meu companheiro Samuel. Estou sofrendo ameaças de
agiotas, está tudo no meu telefone."
Em
outro trecho, ela demonstra medo e deixa uma mensagem que foi interpretada pela
família como uma despedida. "Por essas ameaças, hoje eu estou perdendo a
minha vida, mas peço que zelem pela vida dos que estão ficando aqui." Dayanne
também registra, no documento, um pedido sobre a guarda dos filhos. Ela escreve
que deseja que as filhas permaneçam com a mãe dela, Maria Pedro Rodrigues do
Carmo, e com o pai das crianças, identificado na carta como Samuel da Silveira
Almeida.
LEIA A CARTA NA
INTEGRA:
"Às
autoridades, hoje dia 02/07/2026:
Eu
peço socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro Samuel. Estou
sofrendo ameaças de agiotas, está tudo no meu telefone. Por essas ameaças, hoje
eu estou perdendo a minha vida, mas peço que zelem pela vida dos que estão
ficando aqui. Quero que minhas filhas fiquem com minha mãe, Maria Pedro
Rodrigues do Carmo. E os meus filhos com o pai, Samuel da Silveira Almeida
Morzinho. Ribeirão das Neves, 02 de julho de 2026. Dayanne Rodrigues do
Carmo."
DESAPARECIMENTO
Conforme
o boletim de ocorrência obtido por O TEMPO, o atual companheiro de Dayanne
procurou a Polícia Militar na madrugada desta sexta-feira (3/7) para comunicar
o desaparecimento. Segundo o relato, ela saiu de casa na manhã de quinta-feira
informando que iria até a residência da mãe. Antes de desaparecer, deixou as
filhas no local, mas não retornou para casa e também não fez mais contato com
familiares. Ao voltar para a residência, o marido encontrou diversas cartas de
despedida. O celular de Dayanne permaneceu na casa e, ao verificar o aparelho,
ele encontrou conversas atribuídas a pessoas que se identificavam como agiotas,
cobrando supostas dívidas contraídas por ela.
O
QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL
Em
nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que as diligências realizadas
até o momento apontam, em princípio, para um desaparecimento voluntário, sem
indícios da prática de crime. A corporação ressaltou que, caso essa condição
seja confirmada, a decisão da pessoa deve ser respeitada, uma vez que o
rompimento voluntário de vínculos não configura crime conforme a legislação
brasileira. As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento
e localizar Dayanne. Fonte da Informação. Fonte: O Tempo.