Por Informe Baiano
Foto:Redes SociaisA Polícia Civil trabalha com a hipótese de que um
desentendimento envolvendo uma rescisão trabalhista de cerca de R$ 4 mil tenha
motivado a morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. A
informação foi reforçada neste sábado (18), durante a divulgação de novos
detalhes da investigação. Segundo o delegado Tadeu Ricardo de Castro, uma das
principais linhas investigativas aponta para um conflito entre a vítima e a
empresária Eliane Alves dos Santos, presa temporariamente sob suspeita de
envolvimento no crime. De acordo com a apuração, Berenice pretendia encerrar o
vínculo empregatício por meio de uma rescisão amigável e receber
aproximadamente R$ 4 mil. Já a empresária alegou ter pago cerca de R$ 900 em
espécie, sem apresentar comprovantes, e não concordava em efetuar novos
pagamentos. Apesar de ser a principal hipótese, a polícia informou que outras
motivações seguem sendo investigadas.
Ainda neste último sábado (18/7), a Polícia Civil revelou que
a perícia identificou pelo menos dois disparos de arma de fogo na caminhonete
da suspeita. Conforme os peritos, os tiros foram efetuados de dentro para fora
do veículo, o que enfraquece a versão de um possível disparo acidental. Segundo
os investigadores, também foram encontradas grandes quantidades de sangue no
interior da caminhonete. Mesmo antes da conclusão dos laudos oficiais, o
Instituto de Criminalística informou que o material coletado é sangue humano.
O corpo de Berenice foi localizado na noite de sexta-feira
(17/7) em uma área de mata de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. A
identidade da vítima foi confirmada oficialmente neste sábado. O reconhecimento
inicial foi feito pelo filho da cozinheira por meio de uma tatuagem, enquanto
exames do Instituto Médico Legal (IML) seguem em andamento. Berenice estava
desaparecida desde o dia 30 de junho, após sair do restaurante onde trabalhava,
em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A Polícia Civil também apura a
possibilidade de participação de pelo menos uma outra pessoa na ocultação do
corpo. A empresária deverá ser novamente ouvida antes da conclusão desta fase
do inquérito. Fonte: Informe Baiano.