Por Correio
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou, nesta última quarta-feira (15/7), que instaurou uma investigação para apurar denúncias de assédio sexual e moral na montadora BYD. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari. A entidade divulgou ter sido notificada de ocorrências de assédio moral na fábrica da empresa em Camaçari, na Bahia. o presidente da entidade, Julio Bonfim, contou na última terça-feira (14/7) que o sindicato acompanha casos de mulheres do setor operacional que têm sofrido assédio. "Elas têm sido perseguidas tanto por líderes chineses quanto brasileiros. São mais chineses, mas os dois lados têm feito. O assédio moral é muito intenso na fábrica e é um trampolim para o assédio sexual, a partir do momento em que a pessoa se sente à vontade para perseguir um profissional pelo cargo que ocupa".
Pela
própria natureza das denúncias, ele diz que tem sido até difícil para o
sindicato alcançar mais mulheres que tenham sido eventualmente vítimas de
assédio sexual e chegar ao número total de vítimas. "Tivemos alguns casos
em que as trabalhadoras vieram falar. Um deles é de um chinês que assediou três
mulheres, passando a mão na genitália. A informação que nos foi passada
originalmente é que ele já se mudou para a China, mas ficamos sabendo que ele só
foi mudado de área", explica. De acordo com Bonfim, o sindicato tem pedido
providências à empresa. Na última quinta-feira (9/7), houve uma assembleia com
uma paralisação no primeiro turno da fábrica. Ele estima que cerca de 600
carros deixaram de ser produzidos com a paralisação de 2,5 mil trabalhadores.
"A
gente protocolou a pauta e estamos iniciando as negociações a partir da próxima
semana. A gente quer que a empresa faça um programa interno de relações
interpessoais entre as lideranças para fazer um programa de prevenção contra
assédio moral e sexual". Em nota, o MPT destacou, contudo, que o sindicato
ainda não formalizou as denúncias ao órgão para que os fatos possam ser
apurados. “Com a abertura do procedimento, a entidade será chamada a apresentar
as informações sobre a existência de casos de assédio na fábrica da BYD. O Mistério Público do Trabalho (MPT) apura um caso de suposto assédio moral na empresa, ainda em fase preliminar”,
dizem, em nota.
Procurada,
a BYD informou que adota política de tolerância zero em relação a qualquer
forma de assédio em seu ambiente de trabalho. A empresa disse ainda que reafirma
seu compromisso com a prevenção, apuração rigorosa e a adoção das medidas
disciplinares cabíveis, incluindo a demissão, sempre que a conduta irregular
for comprovada. "A empresa mantém um canal de denúncias por e-mail,
amplamente divulgado em todas as áreas produtivas, para o recebimento de
relatos de forma anônima”, acrescenta o comunicado. Fonte: Correio