Por Gazeta Brasil
Foto: Divilgação
O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais
diagnosticado no mundo e o segundo em mortalidade oncológica, somando mais de 2
milhões de novos casos e 918 mil mortes registradas em 2024, segundo
estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas ouvidos pela
publicação EatingWell alertam para cinco hábitos diários que, de forma
silenciosa, podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.
As taxas de incidência vêm crescendo entre adultos com menos
de 50 anos em ao menos 27 países tendência que oncologistas associam a fatores de
estilo de vida modificáveis. “Frequentemente, o câncer colorretal não apresenta
sintomas nas fases iniciais. Por isso, realizar exames regulares de detecção
precoce é essencial”, afirma Pashtoon Kasi, diretor médico de oncologia
gastrointestinal do Centro de Câncer Lennar Foundation, da City of Hope.
1. SEDENTARISMO
Passar muitas horas sentado de forma contínua contribui para
a resistência à insulina, inflamações crônicas de baixo grau e acúmulo de gordura
corporal condições que criam um ambiente propício para alterações no cólon. A
OMS recomenda de 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada (ou de
75 a 150 minutos de exercício intenso) para adultos.
2. BAIXO CONSUMO DE FIBRAS
Com uma dieta pobre em fibras, o trânsito intestinal fica
lento e os resíduos permanecem mais tempo no cólon, prolongando o contato de
substâncias nocivas com as células da mucosa. Meta-análises apontam que a maior
ingestão de fibras está associada a um risco significativamente menor da
doença. A orientação é incluir legumes, frutas com casca/sementes e grãos
integrais na rotina alimentar.
3. CONSUMO DE ÁLCOOL
O metabolismo das bebidas alcoólicas gera acetaldeído, um
composto tóxico capaz de danificar o DNA. A OMS e a Agência Internacional para
a Pesquisa do Câncer (IARC) classificam o álcool como carcinógeno do Grupo 1,
com ligação direta ao surgimento de tumores colorretais. O risco se aplica inclusive
a consumidores moderados.
4. TABAGISMO
O hábito de fumar expõe o organismo a dezenas de substâncias
tóxicas que alteram o material genético das células e favorecem a formação e o
crescimento de pólipos précancerosos no intestino.
5. ADIAR EXAMES DE ROTINA
A colonoscopia permite identificar e remover pólipos antes
que evoluam para tumores malignos. Quando o exame é postergado, eventuais
lesões ganham tempo para avançar. A Sociedade Americana de Câncer recomenda que
pessoas com risco médio comecem o rastreamento aos 45 anos, mantendo os exames
de rotina até os 75. “Qualquer tipo de rastreio preventivo é infinitamente
melhor do que nenhum”, conclui Kasi. Fonte: Gazeta Brasil.