Por SBT News
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal
Federal), autorizou nesta última quinta-feira (30/7) que a Polícia Federal investigue o
empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT),
por crimes de corrupção e tráfico de influência. A Polícia Federal quer apurar possível
influência de Fábio na autorização da comercialização de cannabis medicinal em
programas do Ministério da Saúde. A descoberta da atuação do filho do
presidente no mercado de cannabis se deu no âmbito da Operação Sem Desconto,
que investiga um esquema bilionário de descontos associativos indevidos e não
autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
O relator do caso INSS no Supremo Tribunal Federal é o ministro André Mendonça.
Nos bastidores do STF, o pedido de abertura de um novo inquérito pela Polícia Federal foi
interpretado como uma tentativa de tirar Fábio do escopo das decisões de
Mendonça no âmbito da Sem Desconto. A estratégia, no entanto, fracassou, já que
o novo sorteio na Corte também colocou o ministro como relator do caso das
suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva.
Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos,
representante de Fábio, afirma que não pode "comentar concretamente nem
avaliar o grau de ilegalidade de um inquérito" do qual não tem
conhecimento. Ele ainda diz que é "necessário entender qual a
justificativa para a competência do STF" em relação ao caso. O advogado
acrescenta que, em sua visão, "uma nova investigação alheia à Operação Sem
Desconto demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente
buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes do INSS. Não seria
surpresa, porque Fábio nunca teve relação nenhuma com esse escândalo".
"Se queriam achar algo e não acharam, não podem criar
uma nova teoria para começar tudo de novo, esticando essa história até as
eleições. Tentam achar 'x', como não acham, tentam 'y', e se não acharem vão
inventar 'z'. Investigação não é exercício de tentativa e erro. Isso configura
o que chamamos de pescaria probatória, que é ilegal e escancararia o interesse
político por trás dessa movimentação peculiar", finaliza. Fonte: SBT News