quinta-feira, 30 de julho de 2026

ANDRÉ MENDONÇA AUTORIZA INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL SOBRE LULINHA

Por SBT News

Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha | Reprodução

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta última quinta-feira (30/7) que a Polícia Federal investigue o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por crimes de corrupção e tráfico de influência.  A Polícia Federal quer apurar possível influência de Fábio na autorização da comercialização de cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde. A descoberta da atuação do filho do presidente no mercado de cannabis se deu no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos associativos indevidos e não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

O relator do caso INSS no Supremo Tribunal Federal é o ministro André Mendonça. Nos bastidores do STF, o pedido de abertura de um novo inquérito pela Polícia Federal foi interpretado como uma tentativa de tirar Fábio do escopo das decisões de Mendonça no âmbito da Sem Desconto. A estratégia, no entanto, fracassou, já que o novo sorteio na Corte também colocou o ministro como relator do caso das suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva.

Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos, representante de Fábio, afirma que não pode "comentar concretamente nem avaliar o grau de ilegalidade de um inquérito" do qual não tem conhecimento. Ele ainda diz que é "necessário entender qual a justificativa para a competência do STF" em relação ao caso. O advogado acrescenta que, em sua visão, "uma nova investigação alheia à Operação Sem Desconto demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes do INSS. Não seria surpresa, porque Fábio nunca teve relação nenhuma com esse escândalo".

"Se queriam achar algo e não acharam, não podem criar uma nova teoria para começar tudo de novo, esticando essa história até as eleições. Tentam achar 'x', como não acham, tentam 'y', e se não acharem vão inventar 'z'. Investigação não é exercício de tentativa e erro. Isso configura o que chamamos de pescaria probatória, que é ilegal e escancararia o interesse político por trás dessa movimentação peculiar", finaliza. Fonte: SBT News