Por Portal dos Municípios
Foto: Divulgação
A Procuradoria-Geral da República
(PGR) afirmou, em nova manifestação enviada ao Superior Tribunal de Justiça
(STJ), que as suspeitas de crimes relacionados à compra de respiradores pelo
então governador da Bahia, Rui Costa, podem ter envolvido também operações de
lavagem de dinheiro e ocultação de recursos durante o período em que ele ocupou
o cargo de ministro da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. A informação foi divulgada pelo jornal Estadão nesta quinta-feira (4/6).
Segundo a publicação, a PGR defende
que a investigação seja remetida novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). O
entendimento do órgão é que os supostos atos de ocultação dos recursos teriam
continuado enquanto Rui Costa exercia função ministerial, o que justificaria a
competência da Suprema Corte para analisar o caso.
A investigação tem origem na compra
de 300 respiradores pulmonares pelo Consórcio Nordeste, em 2020, no início da
pandemia da Covid-19. Na época, Rui Costa presidia o consórcio e assinou um
contrato de R$ 48 milhões para aquisição dos equipamentos. Os aparelhos nunca
foram entregues e os valores pagos antecipadamente não foram recuperados.
De acordo com a manifestação da PGR,
a Polícia Federal ainda realiza diligências para identificar o destino dos
recursos. O órgão afirma que existem indícios de que o dinheiro foi convertido
em patrimônio mantido fora do alcance das autoridades, o que poderia configurar
crime de lavagem de dinheiro.
O documento também menciona a
delação premiada dos empresários responsáveis pela venda dos respiradores.
Conforme relatado pelos colaboradores, pagamentos teriam sido feitos a um
lobista que se apresentava como amigo de Rui Costa e que teria atuado na
intermediação da contratação. A Procuradoria destaca que o ex-governador é
investigado no chamado núcleo político do caso.
A manifestação foi encaminhada ao
ministro Og Fernandes, relator do processo no Superior Tribunal de Justiça
(STJ), que decidirá se o inquérito será enviado novamente ao Supremo Tribuna Federal
(STF). Procurado pelo Estadão por meio de sua assessoria, Rui Costa não se
manifestou. Fonte Portal dos Municipios.