Por Achei Sudoeste
Foto:
Lay Amorim/Achei Sudoeste
Em
contato com o site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, um
paciente renal crônico que faz tratamento na Clínica de Hemodiálise de Brumado
(Clinefro) denunciou que ele e outros pacientes passaram mal na unidade na
última sexta-feira (12/6). O paciente, que preferiu não se identificar, contou
que todos apresentaram sintomas como sufocamento, amargo e quentura na boca,
formigamento nos pés e queda súbita da pressão arterial. “Comecei com a pressão
de 15 por 8, mas minha pressão caiu para 8 por 3. A tendência era cair mais se
não tivesse tirado (da diálise)”, relatou. O SAMU 192 teve de ser acionado para
prestar socorro a alguns pacientes de outros municípios da região, que
apresentaram quadro emergencial. Segundo o denunciante, um deles precisou até
mesmo fazer uso de oxigênio.
Ao
todo, três pacientes foram encaminhados ao Hospital Municipal Professor
Magalhães Neto. “No meu caso, consegui ser estabilizado ainda na clínica”,
pontuou. O denunciante disse ainda que a diálise foi suspensa na Clinefro após
o ocorrido, demonstrando preocupação com o andamento dos tratamentos. Ele
acredita que a situação tenha sido causada pela má higienização dos capilares.
“Por mais um pouco, se a máquina continuasse instalada, a gente poderia ter
perdido cinco vidas”, completou. O cidadão irá provocar o Ministério Público
para apurar o ocorrido, alegando que as condições na Clinefro permanecem precárias
mesmo com a mudança na administração.
Em
nota, a Santa Casa de Misericórdia de Brumado informou que a interrupção
temporária nos atendimentos da unidade ocorreu em decorrência da suspensão do
fornecimento de água pela Embasa devido a oscilações de tensão elétrica nas
bombas de captação da Barragem de Cristalândia, conforme comunicado oficial da
própria concessionária. Com a suspensão, a Clinefro teve de ser abastecida com
carro-pipa. A direção da clínica alegou que a decisão teve caráter preventivo e
protocolar após o início de reações pontuais em alguns pacientes. “Realizamos
todos os testes protocolares e preventivos para evitar problemas causados pela
presença elevada do nível de cloro. A interrupção foi uma medida de segurança
adotada preventivamente pela equipe, em conformidade com os protocolos de
proteção à saúde dos pacientes renais crônicos, que exigem padrões rigorosos de
qualidade da água utilizada no processo de diálise”, escreveu, na nota. Fonte: Achei Sudoeste.