Por BNews
A empresa Ultra IP nega a acusação e afirma que a ONG está usando isso apenas como desculpa para cancelar o contrato | Empresária Karina Ferreira Gama, dona da Go Up Entertainment LTDA e do Instituto Conhecer Brasil - Divulgação.A ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que está sendo
investigada por fraude em licitação e desvio de dinheiro da Prefeitura de São
Paulo, diz que foi prejudicada por uma empresa que contratou para instalar
pontos de wi-fi. Segundo o ICB, a Ultra IP agiu de “má-fé” e desligou de
propósito pontos de internet. Segundo informações do Metrópoles, a empresa
Ultra IP nega a acusação e afirma que a ONG está usando isso apenas como
desculpa para cancelar o contrato.
No dia 1º, a Polícia Civil de São Paulo fez uma operação e
cumpriu mandados contra o ICB, a Ultra IP e outras empresas subcontratadas. Uma
das suspeitas da polícia é que parte dos R$ 108 milhões pagos pela Secretaria
Municipal de Tecnologia e Inovação (SMTI) tenha sido desviada para produzir o
filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O
filme é produzido pela Go Up Entertainment, empresa que tem como sócia Karina
Ferreira Gama, representante do ICB.
O contrato entre o ICB e a Ultra IP foi assinado em junho de
2024. No início, previa o pagamento de R$ 30,7 milhões para instalar 5 mil
pontos de wi-fi. Depois, o número de pontos foi reduzido para 2.297, o que
mudou o valor do contrato e gerou uma briga entre as partes, com cobranças de
valores que uma dizia que a outra devia. Em setembro do ano passado, Karina
Gama enviou mensagens em um grupo de WhatsApp acusando o sócio da Ultra IP de
sabotar o serviço. “William, você ligou para todos os provedores e pediu para
todos desligarem os links. Você pegou o pior caminho” Depois da mensagem, ela
removeu William Silva Ferreira do grupo.
Karina ainda registrou um boletim de ocorrência sobre o
caso. A ONG Instituto Conhecer Brasil também enviou uma notificação
extrajudicial para a Ultra IP. No documento, a entidade classificou o ocorrido
como um “gravíssimo descumprimento e intencional do contrato”.
“Uma clara, inaceitável e perniciosa falta de boa-fé
objetiva, um desvio abusivo e desumano da função social e um ataque frontal ao
interesse público e aos direitos fundamentais e à dignidade de milhões de
brasileiros em comunidades carentes”. Fonte: BNews.