O presidente Lula
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
O governo Lula não quis correr o risco de ser acusado de
abuso de poder religioso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e por isso
preferiu adotar uma postura mais discreta na Marcha para Jesus, realizada nesta última quinta-feira (4/6) em São Paulo. Representante da gestão federal no evento, o
ministro Jorge Messias, da Advocacia Geral da União (PGR), apenas desfilou no trio
elétrico do evento, mas não discursou, ao contrário do que fez em anos
anteriores.
Oficialmente, o ministro seguiu a orientação do presidente
Lula, que, em uma chamada para o apóstolo Estevam Hernandes, organizador da
Marcha, justificou sua ausência dizendo que não queria fazer política em um
evento sagrado. Com isso, estabeleceu um contraste com a postura de Flávio
Bolsonaro (PL), que prometeu em discurso que o mal seria expulso do governo do
Brasil.
O conceito de abuso de poder religioso ainda é tema de
debates no Ttribunal Superor Eleitoral, que já rejeitou torná-lo um tipo penal autônomo. Em decisões
anteriores, no entanto, aceitou que pode ser um elemento para caracterizar
abuso de poder político de forma ampla. Na mais recente delas, em 24 de maio, o
Tribunal Superior Eleitoral manteve a condenação da então prefeita de Votorantim (SP), Fabiola Alves da
Silva (PSDB), que havia sido cassada por ter recebido apoio ostensivo da Igreja
do Evangelho Quadrangular na campanha eleitoral de 2024.Fonte: Politica Livre.