Por Agência Brasil
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva
sancionou, nesta quinta-feira (9/4), três projetos de lei que fortalecem o
combate à violência contra a mulher. Um deles prevê monitoramento eletrônico de
agressores em caso de violência doméstica. O segundo projeto tipifica crime de
vicaricídio, assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar
sofrimento às mulheres. Já o terceiro projeto sancionado cria o Dia Nacional de
Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas. Durante a cerimônia
de assinatura no Palácio do Planalto, Lula destacou que a legislação precisa
estar atenta e atualizada para lidar com os diversos tipos de violência
praticados contra as mulheres.
CAUSAS
E EFEITOS
“Toda
lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os
violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos
cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou Lula ao defender, também, leis
que levem o tema para o campo da educação, focada nos jovens, de forma a
favorecer uma melhor formação comportamental. “Se a gente não cuidar da causa,
a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de
alguém que não cumpre nenhuma regra. O desafio é muito sério”, completou
presidente da República.
Lula
lembrou que os mais jovens têm, por meio das novas tecnologias, cada vez mais
acesso a informações que nem sempre são as mais adequadas. Nesse sentido,
reiterou a importância de o país avançar na regulação das redes sociais e de
determinados conteúdos inapropriados que circulam pela internet. “Quem dera
essas informações [difundidas nas redes sociais] fossem para uma boa formação;
que fossem coisas educacionais e produtivas para criarmos um novo homem e uma
nova mulher”, discursou o presidente ao lamentar que haja mais facilidades para
se acessar coisas ruins do que boas nesses meios.
VIOLÊNCIA
Para
o presidente, a falta de controle das plataformas digitais é um dos fatores de
incentivo à violência e ao não cumprimento de regras. “Precisamos evitar que os
crimes aconteçam. Se a gente não brigar com as plataformas para cuidar disso,
não é pai e mãe que vão conseguir cuidar. Não é, até porque pai e mãe têm
muitos outros afazeres, e nem sempre estão dentro do quarto, deitados na cama
com o filho, vendo o que ele está fazendo [nas redes sociais]. O desafio é
muito grande”, completou. Fonte: Agência Brasil.