Por Aratu On
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ao sancionar o novo Plano Nacional de Educação (PNE), nesta terça-feira (14/4), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o documento reforça a necessidade de fortalecer a educação pública sem recorrer à expansão de escolas cívico-militares. Segundo o presidente, a formação escolar deve seguir um padrão comum para todos os estudantes brasileiros. “Quando uma menina ou um menino resolverem seguir a sua carreira militar, eles vão se preparar militarmente. Mas enquanto eles quiserem estudar, eles têm que estudar a mesma coisa que estudam 220 milhões de brasileiros sob a orientação do Ministério da Educação deste país”, declarou.
Lula
classificou o plano como um compromisso de longo prazo e destacou a importância
de acompanhamento da sociedade para garantir o cumprimento das metas ao longo
da próxima década. Ele também defendeu maior engajamento coletivo na área
educacional. Entre os principais pontos do PNE está a ampliação dos
investimentos públicos em educação, que devem sair dos atuais 5,5% do Produto
Interno Bruto (PIB) para 7,5% em até sete anos, chegando a 10% até 2036.
O
plano estabelece ainda metas que vão desde a universalização da educação
infantil até a ampliação do acesso ao ensino superior. Na educação básica,
estão previstas ações como alfabetização na idade certa, expansão do ensino
integral e melhoria da infraestrutura escolar, incluindo acesso à internet de
alta velocidade. Durante o discurso, Lula também fez críticas a visões que
restringem o acesso à educação e defendeu a inclusão de grupos historicamente
excluídos, como indígenas e quilombolas, no ensino superior.
O
ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o novo PNE representa um
avanço ao estabelecer metas voltadas à qualidade do ensino e à equidade,
incluindo diretrizes específicas para educação inclusiva e para diferentes
realidades sociais do país. Fonte:Aratu On.