Por Voz da Bahia
Foto: Divulgação
Um
homem foi condenado pela Justiça Militar da União por manter, durante mais de
13 anos, o recebimento irregular de uma pensão da Força Aérea Brasileira em nome
da própria mãe, já falecida. O caso foi julgado em São Paulo e resultou em pena
de cinco anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de
multa. Segundo a decisão do juiz federal Ricardo Vergueiro Figueiredo, o
esquema ocorreu entre setembro de 2005 e outubro de 2019, gerando um prejuízo
superior a R$ 1,6 milhão.
FRAUDE DUROU MAIS DE
UMA DECADA
De acordo com as investigações, o homem ocultou a morte da mãe e continuou recebendo normalmente os depósitos mensais do benefício. Para manter o golpe, ele utilizou diversas estratégias:
Apresentação
de falsas provas de vida
Uso de terceiros para se passar pela
pensionista
Movimentação da conta bancária com cartão e
senha
Além
disso, o acusado chegou a apresentar documentos supostamente assinados pela mãe
após a morte.
TENTATIVA DE ENGANAR O
SISTEMA
O processo também aponta que, em uma das situações, uma pessoa informou por telefone que a mulher estaria internada em uma UTI, como forma de justificar a ausência de contato direto. O objetivo era manter a aparência de regularidade e evitar suspeitas sobre o recebimento indevido.
DESCOBERTA DE FRAUDE
O esquema só foi descoberto em 2019, após cruzamento de dados da Receita Federal do Brasil identificar que o óbito não havia sido comunicado oficialmente. A partir disso, foi instaurada uma sindicância que confirmou a fraude prolongada. Lavagem de dinheiro.
Segundo
a sentença, o condenado também tentou dificultar o rastreamento dos valores:
Realizava saques em dinheiro e depósitos em
contas próprias.
Aplicava
parte dos recursos em fundos de investimento.
As
práticas caracterizaram também o crime de lavagem de dinheiro.
O
caso reforça a importância dos mecanismos de controle e cruzamento de dados
para combater fraudes e proteger os recursos públicos. Fonte: Voz da Bahia.