sexta-feira, 3 de abril de 2026

HOMEM É CONDENADO POR RECEBER PENSÃO DA MÃE MORTA POR MAIS DE 13 ANOS

Por Voz da Bahia

Foto: Divulgação

Um homem foi condenado pela Justiça Militar da União por manter, durante mais de 13 anos, o recebimento irregular de uma pensão da Força Aérea Brasileira em nome da própria mãe, já falecida. O caso foi julgado em São Paulo e resultou em pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. Segundo a decisão do juiz federal Ricardo Vergueiro Figueiredo, o esquema ocorreu entre setembro de 2005 e outubro de 2019, gerando um prejuízo superior a R$ 1,6 milhão.

FRAUDE DUROU MAIS DE UMA DECADA

De acordo com as investigações, o homem ocultou a morte da mãe e continuou recebendo normalmente os depósitos mensais do benefício. Para manter o golpe, ele utilizou diversas estratégias:

Apresentação de falsas provas de vida

 Uso de terceiros para se passar pela pensionista

 Movimentação da conta bancária com cartão e senha

Além disso, o acusado chegou a apresentar documentos supostamente assinados pela mãe após a morte.

TENTATIVA DE ENGANAR O SISTEMA

O processo também aponta que, em uma das situações, uma pessoa informou por telefone que a mulher estaria internada em uma UTI, como forma de justificar a ausência de contato direto. O objetivo era manter a aparência de regularidade e evitar suspeitas sobre o recebimento indevido.

DESCOBERTA DE FRAUDE

O esquema só foi descoberto em 2019, após cruzamento de dados da Receita Federal do Brasil identificar que o óbito não havia sido comunicado oficialmente. A partir disso, foi instaurada uma sindicância que confirmou a fraude prolongada. Lavagem de dinheiro.

Segundo a sentença, o condenado também tentou dificultar o rastreamento dos valores:

 Realizava saques em dinheiro e depósitos em contas próprias.

Aplicava parte dos recursos em fundos de investimento.

As práticas caracterizaram também o crime de lavagem de dinheiro.

O caso reforça a importância dos mecanismos de controle e cruzamento de dados para combater fraudes e proteger os recursos públicos. Fonte: Voz da Bahia.