sexta-feira, 10 de abril de 2026

GOVERNO FEDERAL SANCIONA PACOTE DE LEIS PARA INTENSIFICAR PROTEÇÃO Á MULHER

 Por Feira 24 Horas

Imagem: Reprodução

Nesta última quinta-feira (9/4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ratificou três projetos de lei que ampliam o rigor no combate à violência de gênero no Brasil. As novas medidas focam no monitoramento preventivo, na punição de crimes indiretos e na visibilidade de grupos vulneráveis.

MONITORAMENTO ELETRÔNICO OBRIGATÓRIO

O PL 2.942/2024 promove uma alteração crucial na Lei Maria da Penha ao transformar o monitoramento eletrônico do agressor em uma medida protetiva autônoma. Diferente da legislação anterior, que tratava o uso da tornozeleira como uma opção secundária, a nova regra prioriza a vigilância constante. O sistema prevê ainda que a vítima utilize dispositivos de segurança integrados, que emitem alertas imediatos caso o agressor ultrapasse o limite de distância permitido.

De acordo com o Executivo, os pilares da mudança são:

- Maior rigor na fiscalização das medidas protetivas;

- Agilidade no tempo de resposta policial em situações de perigo iminente;

Prevenção baseada em dados precisos de geolocalização.

- Tipificação do crime de "Vicaricídio"

Com a sanção do PL 3.880/2024, a legislação brasileira passa a reconhecer oficialmente a violência vicária. Este conceito define agressões cometidas contra terceiros como filhos e familiares com o intuito específico de causar sofrimento psicológico à mulher.  O texto altera o Código Penal para criar a figura do homicídio vicário, estipulando penas de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime envolver:

Descendentes, ascendentes ou enteados;

Dependentes ou pessoas sob a guarda e responsabilidade da vítima. A legislação prevê agravantes que podem elevar a pena se o ato for praticado na presença da mulher, contra menores, idosos, pessoas com deficiência ou em casos de descumprimento prévio de medidas de urgência.

PROTEÇÃO ÀS MULHERES INDÍGINAS

Por fim, o PL 1.020/2023 estabelece o dia 5 de setembro como o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas. Embora o caráter da data seja simbólico, o Palácio do Planalto destaca que a medida é estratégica para pautar políticas públicas específicas, voltadas a uma parcela da população cujas vulnerabilidades costumam ser invisibilizadas pelos recortes tradicionais de segurança.Fonte: Feira 24 Horas.