quarta-feira, 15 de abril de 2026

GILMAR MENDES PEDE INVESTIGAÇÃO DE ALESSANDRO VIEIRA POR ABUSO DE AUTORIDADE À PGR

Por SBT News

O ministro do STF Gilmar Mendes | Victor Piemonte/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, seja investigado por abuso de autoridade. O parecer apresentado pelo senador pedia o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu 6 votos contrários e 4 favoráveis. Para Gilmar, o pedido de indiciamento "não encontra guarida em dados concretos" e "em nada se correlaciona com o escopo investigativo inicialmente delineado por seus integrantes". "Percebe-se que as alegações lá formuladas não correspondem às searas penal e processual penal, mas à administrativa", diz Gilmar no pedido enviado à PGR. O relatório final apresentado por Vieira foi rejeitado pela CPI do Crime Organizado na terça-feira (14). O parecer recebeu 6 votos contrários e 4 favoráveis.

O QUE ALEGAVA O RELATÓRIO

No caso de Toffoli, são citados julgamentos em situação de suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e comportamentos que, segundo o documento, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações. Já Moraes é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com empresa investigada, além de suposta atuação para restringir o alcance das apurações da Conmissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O relatório também atribui a Gilmar Mendes conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, o que, segundo a CPI, teria comprometido apurações. Em relação ao procurador-geral Paulo Gonet, o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades, caracterizando, na avaliação da comissão, falha no cumprimento de suas atribuições institucionais. Fonte: SBT News.