Por BNews
Investigação aponta esquema de propina e decisões judiciais que teriam beneficiado o ex-deputado | PF
Interceptações
da Polícia Federal (PF) revelam que investigados por um suposto esquema de
venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) tratavam
propinas como plano de “aposentadoria” e articulavam medidas fora do padrão,
como o cumprimento de ordem judicial por segurança privada, segundo o Uol. De
acordo com a reportagem, a investigação aponta a atuação de um grupo que
negociava sentenças e articulava decisões em troca de pagamentos. Em um dos
casos, uma reintegração de posse foi assinada pouco mais de duas horas após a
distribuição e executada no mesmo dia, antes da atuação da Polícia Militar.
NÚCLEOS
E PAGAMENTOS
A
publicação detalha que, apontada como peça-chave, a servidora Sumaya Heluy
Sancho Rios, ex-assessora do desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior,
afastado por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aparece em
mensagens discutindo valores ligados a decisões favoráveis ao ex-deputado
Manoel Ribeiro. Em um diálogo, ela afirma que um pagamento seria sua
“aposentadoria”. Segundo a Polícia Federal, um dos acordos envolveu R$ 250 mil
para influenciar uma disputa de terras avaliada em R$ 50 milhões. Parte dos
repasses era feita por meio do pagamento de despesas pessoais para ocultar a
origem do dinheiro.
ÚNICO
PRESO E ELO DO ESQUEMA
O
ex-assessor Lúcio Fernando Penha Ferreira é o único preso da operação e
apontado como intermediador entre advogados e magistrados. A PF destaca a
evolução patrimonial incompatível com a renda, com aquisição de imóvel de alto
padrão e carro de luxo.
MINUTAS
PRONTAS
As
investigações também indicam que advogados enviavam decisões prontas, que
depois eram reproduzidas em despachos judiciais, segundo perícia.
OPERAÇÃO
E RESPOSTA
A
operação Inauditus cumpriu 25 mandados e apreendeu R$ 13,5 milhões em bens,
além de R$ 573 mil em dinheiro. Entre os alvos estão dois desembargadores, um
deles já afastado pelo CNJ. Em nota, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA)
informou que adotou medidas determinadas pela Justiça e afirmou colaborar com
as investigações. Fonte: BNews.