Por Jornal Dia Bahia
Foto DivulgaçãoUm
grupo formado, em sua maioria, por mães de crianças neurodivergentes concluiu,
nesta última sexta-feira, dia 20 de março (20/3), um curso voltado à área de
desenvolvimento infantil em Salvador. A formação, realizada no Centro
Especializado de Reabilitação (CER) Barra, marca o encerramento da primeira
turma do programa de Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI).
Ao
todo, 63 participantes, sendo 61 mulheres e dois homens receberam certificação
após cerca de dois meses de aulas, iniciadas em janeiro, com carga horária de
180 horas. A iniciativa foi promovida na própria unidade, criada pela
Prefeitura de Salvador e administrada pelo Instituto Occasio. A proposta do
curso foi ir além do conteúdo técnico. A formação buscou oferecer ferramentas
práticas para o cuidado com crianças com autismo e outros transtornos do
neurodesenvolvimento, ao mesmo tempo em que abre portas para a inserção profissional
dos participantes.
Segundo
a direção da unidade, a qualificação representa um avanço tanto no ambiente
familiar quanto no mercado de trabalho. A avaliação é de que o aprendizado
contribui para um cuidado mais preparado dentro de casa e também fortalece a
atuação de quem deseja ingressar na área. O projeto surgiu a partir da demanda
das próprias mães atendidas na rede municipal de saúde. Muitas delas, após se
dedicarem integralmente aos filhos, buscavam uma alternativa para retomar a
vida profissional sem se afastar da realidade que já vivenciam no dia a dia.
A
expectativa é de continuidade. Diante da procura e dos resultados alcançados, novas
turmas já estão sendo planejadas para os próximos meses. Para quem participou,
o impacto vai além do certificado. As alunas relatam mudanças práticas na
rotina e no entendimento sobre o desenvolvimento das crianças. O curso, segundo
elas, ajudou a preencher lacunas deixadas após o diagnóstico, trazendo
orientações que fazem diferença no cuidado diário e na inclusão. Além disso, a
formação reforça uma necessidade crescente: a de profissionais preparados para
lidar com crianças atípicas em diferentes ambientes, como escolas e espaços de
convivência, contribuindo para uma inclusão mais efetiva e qualificada. Fonte: Jornal Dia Bahia.