Por Voz da Bahia
Lorena, a menina que nasceu com paralisia cerebral e ninguém queria, foi adotada por dois pais: o Gabriel e o José Augusto, em SP. -Foto: Marcelo Rocha/LiberalLorena, de 4 anos, nasceu com paralisia cerebral e foi abandonada pela mãe biológica. Após sucessivas recusas, ela encontrou uma família em um casal que decidiu acolhê-la e enfrentar o preconceito. 7 de março de 2026 às 22:33. A história de Lorena é marcada por desafios desde o nascimento, mas também por um final cheio de esperança. A menina, que nasceu com paralisia cerebral e foi abandonada pela mãe biológica, encontrou uma família após ser adotada por dois pais que decidiram acolhê-la e cuidar dela com amor.
Lorena nasceu em 2022 no Hospital Municipal de Americana, no interior de São Paulo. Complicações durante o parto causaram falta de oxigenação, o que resultou no diagnóstico de paralisia cerebral. Segundo relatos para O Liberal, a mãe biológica rejeitou a criança devido à condição de saúde. A menina chegou a ser apresentada para adoção, mas foi recusada por oito famílias antes de encontrar um lar definitivo.
AMOR
À PRIMEIRA VISTA
Foi
então que ela entrou na vida de Gabriel Abbade Stolthe e José Augusto Abbade
Stolthe, um casal do interior paulista que aguardava na fila de adoção. Gabriel
trabalhava como técnico de enfermagem e estava de plantão no hospital no dia em
que Lorena nasceu. Mesmo após deixar o trabalho na área da saúde, ele não
conseguiu esquecer a menina. No primeiro encontro com José Augusto, segundo
Gabriel, aconteceu algo que marcou o casal. “Ela segurou a barba dele. Foi
quando nasceu o pai”, contou. Casados há oito anos, os dois decidiram adotar
Lorena em 2022.
SUPERAÇÃO
E CUIDADO DIÁRIO
Hoje com 4 anos, Lorena carinhosamente chamada de “Lolô” vive cercada de carinho. Apesar das limitações causadas pela condição neurológica, os pais celebram cada avanço. “Disseram que ela não faria nada, mas ela dita seus próprios limites. Hoje ela se comunica, é boa de garfo e, se Deus quiser, um dia vai andar”, Para cuidar da filha, José Augusto aprendeu até mesmo a lidar com procedimentos médicos delicados, como o manejo de traqueostomia.
UMA
NOVA VIDA CHEIA DE ESPERANÇA
Depois de tantas rejeições, Lorena se tornou a alegria da casa. Segundo os pais, a menina é ativa, carinhosa e traz aprendizado diário para a família. O casal também conta com o apoio da Apae, que acompanha o desenvolvimento da criança e oferece suporte emocional. “Quero que ela esteja pronta para um mundo que ainda não está pronto para ela”, afirmou um dos pais. Eles também destacam que enfrentam preconceitos, mas reforçam a importância do respeito. “Ninguém é obrigado a aceitar, mas o respeito é inegociável”, concluiu José Augusto. A história de Lorena mostra que, mesmo diante de dificuldades e preconceitos, o amor pode transformar vidas e construir novas oportunidades. Fonte: Voz da Bahia.