Por gov.ba.br
Foto: André Fofano/Ascom SEC
O
Colégio Estadual Professor Edson Carneiro, no bairro de São Caetano, em
Salvador, recebeu, nesta última quarta-feira (11/3), uma oficina do projeto Oxe, Me
Respeite – Nas Escolas, voltada aos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental.
A atividade marca o início do ciclo de encontros na unidade, que será realizado
ao longo de três meses, com o objetivo de promover reflexões sobre respeito,
igualdade de gênero e convivência entre adolescentes. A iniciativa é
desenvolvida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), em parceria
com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), e já vem sendo realizada
em outras escolas da rede estadual como parte de uma política pública de prevenção
à violência baseada em gênero e de fortalecimento da cultura de respeito no
ambiente escolar.
O
projeto vem sendo ampliado na rede estadual e já alcança 168 unidades
escolares, em 2026. A iniciativa promove atividades formativas, rodas de
conversa e dinâmicas interativas que estimulam o pensamento crítico e o
protagonismo estudantil. A temática também ganhou destaque na Jornada
Pedagógica deste ano, reforçando a importância de inserir o debate sobre
equidade e direitos humanos no cotidiano das escolas.
A
educadora social Ítala Lopes explicou que a proposta inicia com reflexões sobre
desigualdades históricas e respeito às diferenças. “Hoje, daremos início à
nossa primeira oficina do projeto, que aborda questões de respeito e direitos,
visando o combate a todas as formas de violência. Apresentaremos um conteúdo
introdutório sobre raça, etnia e gênero, bem como realizaremos uma dinâmica
interativa para estimular a reflexão sobre a figura feminina na vida dos
participantes”. Segundo ela, os encontros ocorrerão semanalmente, durante três
meses, com atividades que incentivam o diálogo e a participação da turma.
FORMAÇÃO
E ESCUTA NO AMBIENTE ESCOLAR
A
coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro, Ana
Cleide Xavier, explicou que a escolha da turma foi resultado de um processo de
monitoramento realizado pela escola. “Após um diagnóstico pedagógico e
comportamental, identificamos a necessidade de um trabalho mais direcionado com
essa turma do 9º ano. Ao longo de três meses, os estudantes participarão de
encontros em que a temática da desigualdade de gênero será discutida de
diferentes formas, contribuindo para ampliar a consciência sobre respeito e
convivência”.
Entre
os estudantes, o início das atividades é visto como uma oportunidade de ampliar
o diálogo sobre respeito e direitos. “Acreditamos que merecemos respeito. Os
homens precisam respeitar nossa individualidade. O feminicídio é um problema
grave e, muitas vezes, está ligado à dificuldade de aceitar o fim de
relacionamentos e outras formas de desrespeito. Iniciativas como esta ajudam a
aprender mais sobre o valor de uma mulher”, afirmou a estudante Maria Clara
Batista Ferreira, de 15 anos.
A
colega Fernanda do Carmo Silva, de 14 anos, também destacou a importância da
discussão dentro da escola. “Considero isso muito importante, porque o mundo é
um lugar perigoso e as mulheres nem sempre são tratadas como merecem. Projetos
assim ajudam as pessoas a entender que todos somos seres humanos e precisamos
ser valorizados e respeitados”. De acordo com a Secretaria da Educação do
Estado, a iniciativa reforça o papel da escola pública como espaço de formação
cidadã e de construção de uma cultura de paz entre as novas gerações. Fonte:
Ascom/SEC.