segunda-feira, 23 de março de 2026

BRASILEIRO DOA MEDULA ÓSSEA TRÊS VEZES E AJUDA A SALVAR VIDAS NO BRASIL E NOS ESTADOS UNIDOS

Por Voz da Bahia

Administrador de 38 anos se tornou exemplo de solidariedade após ser convocado pelo Redome em diferentes ocasiões, incluindo um caso internacional.

O brasileiro doou medula óssea três vezes ao longo dos últimos anos e foi um verdadeiro herói para várias pessoas dentro e fora do país - Foto: redes sociais

Um gesto que atravessa fronteiras e salva vidas. O administrador brasileiro Raphael Athayde de Souza, de 38 anos, protagonizou uma história de solidariedade ao doar medula óssea três vezes ao longo dos últimos anos. Cadastrado no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), ele foi compatível com pacientes diferentes incluindo um caso internacional, com envio do material para os Estados Unidos. A trajetória de Raphael começou em 2012, após um amigo de infância ser diagnosticado com leucemia.

Na época, uma mobilização comunitária em Vitória incentivou moradores a se cadastrarem como doadores voluntários e ele decidiu fazer parte da campanha. O cadastro é simples: uma pequena amostra de sangue é coletada para identificar características genéticas. Esses dados passam a integrar o banco nacional, que também se conecta a registros internacionais, ampliando as chances de compatibilidade. Apesar disso, casos como o de Raphael são raros. A chance de encontrar compatibilidade entre doador e paciente é baixa, o que torna ainda mais impressionante o fato de ele ter sido chamado três vezes.

A segunda convocação aconteceu em dezembro de 2024, poucos dias antes do Natal. O procedimento foi realizado em um hospital próximo de sua residência, sem necessidade de internação prolongada. A medula coletada foi enviada no mesmo dia para os Estados Unidos. Embora a identidade do paciente seja mantida em sigilo, há indícios de que se tratava de uma criança. Meses depois, veio a terceira doação desta vez em Brasília, no Hospital DF Star. O procedimento foi mais complexo, com coleta por meio de cateter na veia femoral. Ainda assim, Raphael relatou que não sentiu dor significativa.

Em seus relatos, ele destaca a evolução das técnicas utilizadas. No seu caso, foi aplicada a aférese, método moderno que separa as células-tronco do sangue. O processo é seguro, dura algumas horas e todo o suporte incluindo transporte e hospedagem é garantido pelo sistema responsável. Inspirado pelas experiências, Raphael passou a liderar o projeto social FlamedulaES, voltado à conscientização sobre a importância da doação de sangue e medula óssea. A iniciativa busca ampliar o número de voluntários e aumentar as chances de salvar vidas.

Para se tornar doador, é preciso ter entre 18 e 35 anos, estar saudável e procurar um hemocentro para realizar o cadastro. “Na primeira vez que me contataram, em 2021, fiquei muito feliz em saber que iria salvar uma vida. Fiz todos os exames, mas, devido à pandemia, não pude concluir. Mesmo assim, fiquei de coração leve, disposto a ajudar sempre”, relatou Raphael nas redes sociais. Histórias como essa mostram que um simples gesto pode representar a diferença entre a vida e a esperança para milhares de pessoas. Fonte: Voz da Bahia.