terça-feira, 3 de março de 2026

ALCOLUMBRE IMPÕE DERROTA AO GOVERNO LULA E MANTÉM QUEBRA DE SIGILO DE LULINHA

Por Gazeta Brasil

Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta última terça-feira (3/2) manter a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão confirma a aprovação anterior da CPMI do INSS, que investiga suspeitas de fraudes e irregularidades no pagamento de benefícios previdenciários. A comissão tem até o fim de março para apresentar o relatório final das investigações. Lulinha foi citado em uma das fases da Operação Sem Desconto como suposto beneficiário de desvios, mas sua defesa nega qualquer envolvimento.

O requerimento para a quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e enfrentou resistência de parlamentares governistas, que alegaram manipulação na votação. Alcolumbre afirmou que não vai interferir na decisão do colegiado.

De acordo com o documento aprovado, a empresária Roberta Luchsinger é apontada como peça central do núcleo político da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", responsável por ocultação de patrimônio e gestão de contas para lavagem de dinheiro. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que pagamentos de até R$ 300 mil destinados a Roberta Luchsinger poderiam ter sido relacionados a Lulinha, expressão usada pelo investigado como “filho do rapaz”.

A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, afirma que o filho do presidente não teve participação nas supostas fraudes. “Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra de sigilo, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”, disse o advogado Guilherme Santos, que informou que enviará voluntariamente os documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).