Por Aratu On
Professora de direito assassinada por aluno em Rondônia. Foto: Redes sociais
Uma
professora de Direito, que passou a infância e adolescência em Salvador (BA),
foi assassinada no início da noite da última sexta-feira (6/2) após ser atacada por um
aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho, capital de Rondônia. Segundo
informações preliminares, o aluno aguardou que todos os colegas deixassem a
sala de aula para conversar com a professora Juliana Santiago. Após uma breve
discussão, ele iniciou o ataque. A vítima chegou a ser socorrida com vida e
encaminhada em estado grave ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos
ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde.
Equipes
da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas para atender a
ocorrência, isolar o local e dar início às investigações. De acordo com o
boletim de ocorrência, o suspeito afirmou manter um relacionamento amoroso com
a professora há cerca de três meses. Em depoimento, ele relatou que a vítima
teria se distanciado nas últimas semanas e deixado de responder mensagens, além
de ter demonstrado ciúmes após ver uma foto da professora com o ex-marido em um
aplicativo de mensagens.
QUEM
ERA JULIANA SANTIAGO
uliana
Santiago tinha forte ligação com Salvador, onde passou a infância e a
adolescência após deixar o Rio de Janeiro ainda criança. Ela estudou no Colégio
Antônio Vieira e se formou em Direito pela Universidade Católica do Salvador
(UCSAL. O colégio lamentou a morte da ex-aluna em nota publicada nas redes
sociais. “Hoje nos unimos em luto pela perda de Juliana Santiago, nossa
ex-aluna, que fez parte da nossa comunidade durante a infância e a
adolescência. Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de
cuidarmos da vida, das relações e do outro”, diz o comunicado.
Foto: Redes sociais
Juliana
também teve atuação profissional na Bahia. Ela manteve inscrição ativa na Ordem
dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) até 2016 e participou de processos
seletivos e concursos públicos no estado.
Em 2007, ficou em terceiro lugar em uma seleção para estágio na
Defensoria Pública da Bahia e foi aprovada em prova prática para atuar como
consultora jurídica na Câmara Municipal de Salvador. Após ser aprovada em
concurso público, a professora se mudou para Rondônia, onde passou a atuar como
docente. O corpo de Juliana foi transladado para Salvador e cremado neste
domingo (8), na capital baiana.
FEMENICÍDIO
NA BAHIA
A
Bahia registrou redução nos casos de feminicídio em 2025, segundo dados do
Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da
Justiça e Segurança Pública (MJSP). No ano passado, foram contabilizados 103
registros no estado. Apesar da queda, a Bahia ocupa a quarta posição no ranking
nacional de homicídios de mulheres, ficando atrás apenas de São Paulo, com 233
casos; Minas Gerais, com 139; e Rio de Janeiro, com 104 registros. De acordo com a série histórica, os casos de
feminicídio no estado apresentaram redução de 8,8% desde 2020, quando foram
registrados 113 assassinatos de mulheres. Ao longo de cinco anos, a Bahia somou
641 feminicídios. Fonte: Aratu On