segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

PREFESSORA DE DIREITO ASSASSINADA POR ALUNO EM RONDÔNIA É CREMADA EM SALVADOR

Por Aratu On

Professora de direito assassinada por aluno em Rondônia. Foto: Redes sociais

Uma professora de Direito, que passou a infância e adolescência em Salvador (BA), foi assassinada no início da noite da última  sexta-feira (6/2) após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho, capital de Rondônia. Segundo informações preliminares, o aluno aguardou que todos os colegas deixassem a sala de aula para conversar com a professora Juliana Santiago. Após uma breve discussão, ele iniciou o ataque. A vítima chegou a ser socorrida com vida e encaminhada em estado grave ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde.

Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas para atender a ocorrência, isolar o local e dar início às investigações. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito afirmou manter um relacionamento amoroso com a professora há cerca de três meses. Em depoimento, ele relatou que a vítima teria se distanciado nas últimas semanas e deixado de responder mensagens, além de ter demonstrado ciúmes após ver uma foto da professora com o ex-marido em um aplicativo de mensagens.

QUEM ERA JULIANA SANTIAGO

uliana Santiago tinha forte ligação com Salvador, onde passou a infância e a adolescência após deixar o Rio de Janeiro ainda criança. Ela estudou no Colégio Antônio Vieira e se formou em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL. O colégio lamentou a morte da ex-aluna em nota publicada nas redes sociais. “Hoje nos unimos em luto pela perda de Juliana Santiago, nossa ex-aluna, que fez parte da nossa comunidade durante a infância e a adolescência. Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro”, diz o comunicado.

Foto: Redes sociais

Juliana também teve atuação profissional na Bahia. Ela manteve inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) até 2016 e participou de processos seletivos e concursos públicos no estado.  Em 2007, ficou em terceiro lugar em uma seleção para estágio na Defensoria Pública da Bahia e foi aprovada em prova prática para atuar como consultora jurídica na Câmara Municipal de Salvador. Após ser aprovada em concurso público, a professora se mudou para Rondônia, onde passou a atuar como docente. O corpo de Juliana foi transladado para Salvador e cremado neste domingo (8), na capital baiana.

FEMENICÍDIO NA BAHIA

A Bahia registrou redução nos casos de feminicídio em 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No ano passado, foram contabilizados 103 registros no estado. Apesar da queda, a Bahia ocupa a quarta posição no ranking nacional de homicídios de mulheres, ficando atrás apenas de São Paulo, com 233 casos; Minas Gerais, com 139; e Rio de Janeiro, com 104 registros.  De acordo com a série histórica, os casos de feminicídio no estado apresentaram redução de 8,8% desde 2020, quando foram registrados 113 assassinatos de mulheres. Ao longo de cinco anos, a Bahia somou 641 feminicídios. Fonte: Aratu On