Por ba.go.br
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Filipe Nascimento
Doenças respiratórias como gripes e resfriados são um problema de saúde recorrente para grande parte da população. Entre os principais sintomas dessas enfermidades estão dor de garganta, tosse e espirro. Na busca para aliviar esses sintomas de forma natural, as estudantes Dandara Bastos e Stefany Brito, do Centro Estadual de Educação Profissional em Alimentos e Recursos Naturais Pio XII, de Jaguaquara, orientadas pela professora Polyanna Oliveira, desenvolveram balas de mel fortificadas com plantas medicinais. A pesquisa das jovens cientistas, concluintes do curso técnico em Nutrição e Dietética, rendeu dois tipos de balas diferentes, todas à base de mel. A primeira foi fortificada com guaco (Mikania glomerata) e gengibre (Zingiber officinale), enquanto a segunda recebeu ingredientes como calêndula (Calendula officinalis) e erva-doce (Pimpinella anisum). Essas plantas são conhecidas pelo uso medicinal tradicional, inclusive com respaldo científico, como tratamento complementar.
Para
Dandara Bastos, a proposta de desenvolver balas de mel com plantas medicinais é
uma forma diferente e acessível de consumir ingredientes com benefícios à
saúde. “O projeto nasceu da observação de que muitas pessoas recorrem apenas a
remédios industrializados ou aos chás tradicionais para tratar problemas
respiratórios. Pensamos em criar uma alternativa complementar mais prática, que
pudesse auxiliar no cuidado com a saúde de forma natural”. A professora
Polyanna Oliveira, que busca incentivar jovens ao fazer científico, acredita
que é possível empreender com o produto criado pelas estudantes. “Vemos
potencial tanto para solicitar patente quanto para empreender, já que o mercado
busca cada vez mais produtos naturais e funcionais. A ideia é que, futuramente,
a bala possa se tornar uma fonte de renda extra ou até principal”.
Com
o destaque obtido pelo projeto no Encontro Estudantil, da Secretaria da
Educação, realizado em Salvador, a dupla planeja os próximos passos para
aprimorar a ideia inovadora. “As próximas etapas envolvem o aprofundamento dos
testes, possíveis ajustes na formulação, análises mais detalhadas sobre
conservação e aceitação do produto, além de estudos voltados à viabilidade de
comercialização”, garante Dandara.
BAHIA
FAZ CIÊNCIA
A
Secti estreou no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de
julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas
baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a
contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde,
educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente,
sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e
redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que pode virar pauta
deste projeto, as recomendações devem ser feitas através do e-mail
ascom@secti.ba.gov.br