Por SBT News
O
presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou ao SBT
News, nesta quarta-feira (4), que a reunião desta quinta-feira (5), que marca a
retomada dos trabalhos do colegiado em 2026, focará na votação de requerimentos
de quebra de sigilo bancário e fiscal. Segundo Viana, a decisão de priorizar
esse tipo de deliberação ocorre em meio ao início do ano eleitoral e a disputas
políticas dentro da comissão. “A expectativa é de muito embate. O ano eleitoral
já começou. Pelos requerimentos, a gente vê que as narrativas, tanto de governo
quanto de oposição, querem voltar a chamar a atenção sobre nomes de cada lado,
mas a gente vai manter o foco na investigação. Teremos votações, deliberações
de quebras de sigilo apenas, não convocações de pessoas”, disse o senador.
Entre
os requerimentos que devem ser analisados estão pedidos envolvendo
ex-integrantes do primeiro escalão de governos passados e seus familiares. A
pauta incluem solicitações de quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-ministro
da Previdência Onyx Lorenzoni, que integrou o governo Jair Bolsonaro (PL), além
de requerimento para acesso a relatórios de inteligência financeira de Pietro
Cardia Lorenzoni, advogado e filho do ex-ministro. Também consta pedido de
quebra de sigilo de Enrique de Abreu Lewandowski, filho de Ricardo Lewandowski,
ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que também atuou como ministro da
Justiça e Segurança Pública durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Viana
afirmou ainda que os pedidos envolvem dezenas de empresas e pessoas físicas com
movimentações financeiras consideradas atípicas. Após a fase deliberativa, a
comissão deve realizar a oitiva do presidente do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, já confirmada para quinta. Viana também
explicou que a estratégia é concentrar esforços no que será determinante para o
relatório final da comissão. “Não entrarmos na questão política para nós não
perdermos tempo”, afirmou.
De
acordo com ele, a CPMI ainda tem 11 reuniões previstas, mais de 100 pessoas a
serem ouvidas e cerca de 5 mil requerimentos protocolados. O colegiado tem
previsão de encerrar seus trabalhos em 28 de março. Ao falar sobre as
expectativas para a nova fase da CPMI, Viana afirmou que o objetivo é voltar a
dar respostas concretas à população.
Segundo
o senador, a comissão já conseguiu interromper descontos indevidos em
benefícios previdenciários e agora pretende avançar sobre a atuação do sistema
financeiro. “Agora, eu espero que a gente consiga fazer essa regulação com os
bancos. Os bancos movimentaram R$ 210 bilhões em consignados, emprestando, na
maioria, dinheiro a 22% ao mês. Aposentado nenhum do Brasil consegue pagar e se
livrar dessa dívida. Se a gente conseguir acabar com esse jogo injusto dos
bancos junto da previdência e com o apoio de governos, já teremos cumprido bem
a nossa missão”, declarou.Fonte: SBT News.