sábado, 10 de janeiro de 2026

TIO E EX-TUTOR DE ANDREAS VON RICHTHOFEN É ENCONTRADO MORTO EM SÃO PAÚLO

Por Gazeta Brasil

Foto: Fantástico

Miguel Abdalla Neto, tio materno e ex-tutor de Andreas von Richthofen, foi encontrado morto na tarde desta última sexta-feira (9/1), em sua residência na Vila Congonhas, Zona Sul da capital paulista. O corpo, que já apresentava estado de decomposição, foi localizado pela Polícia Militar após alertas de vizinhos e funcionários.

O LOCAL DO OCORRIDO

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 15h40 para comparecer ao imóvel localizado na Rua Baronesa de Bela Vista. O chamado ocorreu após funcionários da vítima estranharem sua ausência nos últimos dois dias. Miguel morava sozinho e, segundo as autoridades que realizaram a perícia inicial no local, não foram encontrados sinais de violência ou arrombamento na residência. O caso foi registrado como “morte suspeita” pelo 27º Distrito Policial (Campo Belo), que aguarda laudos necroscópicos para determinar a causa exata do óbito.

PAPEL CENTRAL NA VIDA DE ANDREAS

Miguel Abdalla Neto teve um papel crucial na preservação do patrimônio da família von Richthofen. Após o assassinato de Manfred e Marísia, em outubro de 2002, ele assumiu a guarda e a tutoria legal de Andreas, que tinha apenas 15 anos na época do crime. Como tutor, Miguel foi o responsável por gerir os bens e os interesses financeiros do sobrinho até que Andreas atingisse a maioridade, protegendo o espólio da família durante o longo processo judicial que resultou na condenação de Suzane von Richthofen.

O CRIME

A morte de Miguel traz novamente aos holofotes um dos crimes mais chocantes da história recente do Brasil.

O CRIME: Em 31 de outubro de 2002, Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados a pauladas enquanto dormiam.

OS RESPONSVAEIS: Suzane, filha do casal, planejou a ação executada por seu então namorado, Daniel Cravinhos, e pelo irmão dele, Cristian.

A MOTIVAÇÃO: Conflitos familiares e a intenção de dividir a herança com os comparsas. Enquanto Suzane cumpriu grande parte de sua pena de 39 anos na penitenciária de Tremembé, os irmãos Cravinhos já transitam pelo regime semiaberto desde 2013. Andreas, hoje adulto e doutor em química, sempre manteve uma vida reservada sob a proteção inicial do tio agora falecido. Fonte: Gazeta Brasil.