Por Gazeta Brasil
Foto: Fantástico
Miguel
Abdalla Neto, tio materno e ex-tutor de Andreas von Richthofen, foi encontrado
morto na tarde desta última sexta-feira (9/1), em sua residência na Vila Congonhas, Zona
Sul da capital paulista. O corpo, que já apresentava estado de decomposição,
foi localizado pela Polícia Militar após alertas de vizinhos e funcionários.
O
LOCAL DO OCORRIDO
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 15h40 para comparecer ao imóvel localizado na Rua Baronesa de Bela Vista. O chamado ocorreu após funcionários da vítima estranharem sua ausência nos últimos dois dias. Miguel morava sozinho e, segundo as autoridades que realizaram a perícia inicial no local, não foram encontrados sinais de violência ou arrombamento na residência. O caso foi registrado como “morte suspeita” pelo 27º Distrito Policial (Campo Belo), que aguarda laudos necroscópicos para determinar a causa exata do óbito.
PAPEL
CENTRAL NA VIDA DE ANDREAS
Miguel
Abdalla Neto teve um papel crucial na preservação do patrimônio da família von
Richthofen. Após o assassinato de Manfred e Marísia, em outubro de 2002, ele
assumiu a guarda e a tutoria legal de Andreas, que tinha apenas 15 anos na
época do crime. Como tutor, Miguel foi o responsável por gerir os bens e os interesses
financeiros do sobrinho até que Andreas atingisse a maioridade, protegendo o
espólio da família durante o longo processo judicial que resultou na condenação
de Suzane von Richthofen.
O
CRIME
A
morte de Miguel traz novamente aos holofotes um dos crimes mais chocantes da
história recente do Brasil.
O
CRIME: Em 31 de outubro de 2002, Manfred e Marísia von Richthofen foram
assassinados a pauladas enquanto dormiam.
OS
RESPONSVAEIS: Suzane, filha do casal, planejou a ação executada por seu então
namorado, Daniel Cravinhos, e pelo irmão dele, Cristian.
A MOTIVAÇÃO: Conflitos familiares e a intenção de dividir a herança com os comparsas. Enquanto Suzane cumpriu grande parte de sua pena de 39 anos na penitenciária de Tremembé, os irmãos Cravinhos já transitam pelo regime semiaberto desde 2013. Andreas, hoje adulto e doutor em química, sempre manteve uma vida reservada sob a proteção inicial do tio agora falecido. Fonte: Gazeta Brasil.