Por SBT News
Caso Alice: menina autista é encontrada e está com a família | Reprodução O Estado de MinasA menina Alice Maciel, de 4 anos,
que estava desaparecida desde a tarde de quinta-feira passada (29/1), na Zona Rural de
Jeceaba, Região Central de Minas Gerais, foi encontrada com vida na tarde deste
sábado (31). O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que a criança já
está com a família, mas não deu detalhes de onde a menina foi achada, nem sobre
o estado de saúde dela. Este era o terceiro dia de buscas pela criança, em uma
área de mata fechada na comunidade de Bituri, na Zona Rural de Jeceaba. Desde a
comunicação do seu desaparecimento, uma força-tarefa, composta por bombeiros,
policiais militares e voluntários, foi formada para conseguir encontrá-la. Ao
todo, 38 bombeiros e dois cães especialistas em buscas participam da operação.
O QUE ACONTECEU COM ALICE?
Emocionada, a mãe da menina,
Karine, de 24 anos, contou que saiu para trabalhar e deixou a filha sob os
cuidados da avó em um sítio, devido ao período de férias escolares. Em um
momento de distração, enquanto a avó realizava um Pix, a pedido do irmão de
Karine, a criança teria fugido em direção a uma área de mata. “Em cerca de 10
minutos, quando ela percebeu que Alice não estava mais por perto, me ligou. Na
hora, acionamos a polícia”, relatou a mãe. Assim que soube do desaparecimento,
Karine retornou às pressas para a região e ficou acompanhando as buscas.
Em um vídeo divulgado nas redes
sociais Karine implorou pela volta da filha. Ela pede que, se alguma pessoa
sequestrou a menina, a devolva. “Por favor, ela é uma criança autista, não
verbal, ela não sabe se comunicar, toma remédio controlado. Ela já está há mais
de 24 horas sem o remédio dela, até mesmo com o medicamento ela fica agressiva.
Ela não consegue viver sem mim e a minha família cuidando dela”.
Segundo o CBMMG, o
desaparecimento foi percebido por volta das 14h30. As buscas começaram com o
apoio de moradores da comunidade, cerca de 97 voluntários, e, posteriormente,
também foram acionadas equipes da Polícia Militar, Defesa Civil e Polícia
Civil. Ao todo, 21 militares dos bombeiros atuam na operação, com cinco
guarnições coordenando os trabalhos.
PRIMEIRAS BUSCAS
As equipes fizeram rondas
noturnas com cães farejadores treinados para odor específico. Os animais
indicaram uma possível trilha em uma área de mata que se estende até uma
estrada próxima à residência da avó, local considerado o último ponto onde
Alice teria sido vista. Na última sexta-feira (30), as equipes ampliaram o perímetro
de busca para novas áreas, com uso de cães farejadores para revisar regiões já
vistoriadas. De acordo com os bombeiros, a operação enfrentou dificuldades
devido à topografia da região, que inclui encostas íngremes, áreas
escorregadias, pastagens e mata fechada. A chuva registrada em momentos
intermitentes também prejudicou a mobilização das equipes e a eficiência das
imagens térmicas captadas por drones.
ALERTA DE DESAPARECIMENTO
Também na sexta-feira (30), o
Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou um alerta Amber para o
desaparecimento de Alice. O “Amber Alert”, ou alerta Amber em português, é um
sistema de alertas urgentes ativado em alguns casos de rapto ou sequestro de
crianças. O programa foi criado nos Estados Unidos e foi adotado pelo governo
brasileiro.
A partir do momento em que o
alerta é ativado, um comunicado é enviado pelas plataformas para todos os
dispositivos eletrônicos em um raio de até 160 quilômetros de distância do
local do fato. “Este sistema dispara publicações nas plataformas da Meta para
anunciar a descrição da criança sequestrada, além de descrições de qualquer
indivíduo suspeito de envolvimento no crime”, explicou o Ministério da Justiça
e Segurança Pública. Fonte:SBT News