Por Gazeta Brasil
A
empresa Life Tecnologia Educacional, especializada em materiais didáticos, está
no centro de uma investigação da Polícia Federal após fechar contratos
milionários com prefeituras do interior de São Paulo, incluindo Sumaré, Hortolândia,
Morungaba e Limeira. Segundo a Polícia Federal, a empresa teria vendido livros
escolares por valores até 35 vezes superiores ao custo, acumulando contratos
que somam R$ 111 milhões. O proprietário da Life, André Gonçalves Mariano, foi
preso suspeito de corrupção.
A
investigação aponta para um esquema de pagamento de propinas a agentes públicos
e lobistas, envolvendo até parentes e ex-sócios de pessoas próximas ao
presidente da República. Entre os detidos estão o vice-prefeito de Hortolândia,
Cafu César, e os secretários de Educação de Hortolândia e Sumaré. A defesa de
Cafu informou que aguardará o acesso às provas para se manifestar. De acordo
com a Polícia Federal, o lucro obtido pela Life é considerado exorbitante, com
indícios claros de superfaturamento: livros adquiridos por R$ 1 chegaram a ser
vendidos por até R$ 80. Um exemplo citado pelas autoridades foi a venda de
2.264 exemplares de “A garota que queria mudar o mundo” por R$ 41,50 cada,
comprados a R$ 2,56, o que geraria um lucro estimado de pelo menos R$ 50
milhões.
A
Polícia Federal suspeita que os contratos tenham sido obtidos por licitações
direcionadas, em conluio com agentes públicos, formando uma rede estruturada de
corrupção, fraudes e tráfico de influência. As investigações indicam ainda que
Mariano buscava expandir os negócios para outros municípios, órgãos públicos e
até para o exterior, incluindo o país de Angola. Fonte: Gazeta Brasil.