Por BNews
A desembargadora e os outros magistrados foram afastados dos cargos-Divulgação
O
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu abrir um processo administrativo
disciplinar (PAD) contra sete juízes e desembargadores do Maranhão suspeitos de
participar de um esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do estado (TJ-MA).
Entre os investigados está a desembargadora Nelma Sarney, cunhada do
ex-presidente José Sarney e que era a corregedora-geral da Justiça do Maranhão.
A decisão foi tomada na reunião normal do CNJ na terça-feira e aprovada por
todos os conselheiros, sem nenhum voto contra.
De
acordo com o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Luiz Campbell, que
analisou o caso, a denúncia mostrou uma "organização criminosa
estruturada" que combinava decisões judiciais falsas para prejudicar o
Banco do Nordeste. O esquema incluía corrupção de desembargadores e juízes, que
davam decisões erradas de propósito. A investigação começou depois que o Coaf
(órgão que fiscaliza movimentações de dinheiro) enviou relatórios de inteligência
financeira apontando operações estranhas. Há também um processo criminal
correndo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
"Esses
relatórios indicavam a existência de transações suspeitas e apontavam para a
ocorrência de diversas movimentações atípicas de levantamento de alvarás em
processos fraudulentos, causando prejuízo ao Banco do Nordeste, mediante o
proferimento de decisões judiciais suspeitas", afirmou Campbell em seu
voto pela abertura do PAD. Além de Nelma Sarney, foram afastados os desembargadores
Marcelino Chaves (já aposentado), Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz
Gonzaga Almeida Filho, e os juízes Sidney Cardoso Ramos (aposentado), Alice de
Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza. Fonte: BNews.