Por Clóvis Gonçalves
A Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que a Covid-19 continua sendo uma emergência global e que ainda não se pode declarar o fim da pandemia. A decisão foi tomada após reunião do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional. O consórcio de contabilidade da mídia brasileira foi encerrado recentemente. De acordo com a organização, mesmo que a crise sanitária passe por um momento de transição, ainda é “altamente improvável” erradicar o vírus. “Concordo com o conselho oferecido pelo Comitê de Emergência sobre a pandemia em curso e determino que a crise continue sendo a uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, na manhã desta segunda-feira (30 de janeiro).
Segundo o Comitê, que reuniu alguns dos principais
especialistas do mundo, a crise sanitária ainda requer que os governos atuem
com cuidado para mitigar as potenciais consequências negativas. “Enquanto o
mundo está em melhor posição do que estava durante o pico da transmissão da
Ômicron há um ano atrás, mais de 170 mil mortes relacionadas à Covid-19 foram
relatadas globalmente nas últimas oito semanas”, afirmou Ghebreyeus em seu
discurso. Ele acrescentou que a resposta ao vírus continua insuficiente graças
à incapacidade dos governos em “fornecer ferramentas para as populações mais
carentes, idosos e profissionais da saúde”. Também pelos sistemas de saúde
estarem “cuidando de pacientes com influenza e vírus respiratório, com falta de
mão de obra de saúde e trabalhadores fatigados”. E a vigilância e o
sequenciamento genético da doença terem diminuído ao redor do mundo, ficando
assim, de acordo com ele, muito mais difícil rastrear e identificar novas
variantes. “A secretaria da OMS expressou preocupação com a contínua evolução
do vírus no contexto da circulação descontrolada do SARS-CoV-2 e a
significativa redução dos relatórios dos Estados-Membros sobre dados
relacionados à morbidade, mortalidade, hospitalização e sequenciamento da Covid-19”,
disse o diretor-geral. (Gazeta Brasil)