sábado, 21 de setembro de 2019

FEIRA DE SANTANA-BA: DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL MORRE APÓS SER BALEADO EM TENTATIVA DE ASSALTO NO CENTRO DE ABASTECIMENTO

Por Clóvis Gonçalves
Um delegado de Polícia Civil da Bahia morreu por volta do meio-dia deste último sábado, 21 de setembro, após ser baleado com um tiro no tórax, durante uma tentativa de assalto no Centro de Abastecimento, em Feira de Santana no estado da Bahia. Gesta Dermeval Costa Santos, de 58 anos de idade, lotado na Delegacia de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (DREOF), em Salvador, estava acompanhado do primo Edson Andrade Ribeiro, que ainda o socorreu em um táxi para a emergência do Hospital São Matheus, porém já chegou ao local sem vida. De acordo com informações da polícia, o delegado e o primo realizavam compras no local onde sofreu a tentativa de assalto e foi ferido, quando foram abordados pelo bandido, que portava um revólver e em determinado momento disparou contra a vítima.

Após a ação, o autor do crime fugiu em direção ao bairro da Rua Nova. Equipes das polícias civil e militar realizaram buscas na região para tentar localizar o suspeito.  “Todos nós fomos pegos de surpresa com essa informação. Estamos aqui com os familiares da vítima e tivemos a informação que ele estava em Feira de Santana fazendo um passeio e acabou sendo baleado numa tentativa de assalto no Centro de Abastecimento. 
Todas as informações a partir de então são imprecisas, precisamos ouvir todas as versões a partir das oitivas e ir ao local ver a dinâmica do crime”, informou a delegada Ludmilla Vilas Boas, que trabalha na coordenadoria de Polícia Civil da  Bahia e esteve no hospital São Matheus. Conforme a delegada, as informações preliminares é que Gesta Dermeval era lotado em Salvador e estava em gozo de licença prêmio. Estaria também próximo da aposentadoria.

LOCAL VIOLENTO
A delegada Ludmila Vilas Boas criticou ainda a retirada da base de Polícia Militar que havia no Centro de Abastecimento e disse que lá se tornou um local violento. “Hoje não temos mais o policiamento ostensivo que já houve, e era um local onde havia segurança. Já trabalhei na Delegacia de Homicídios e sei da dificuldade que é elucidar um homicídio ali, mas nós estamos conseguindo. E diante da circunstância que um local daquele, aberto, não tem um policiamento ostensivo adequado, realmente a polícia faz o que pode. (Acorda Cidade)