Um delegado de Polícia Civil da Bahia morreu por volta do meio-dia deste último sábado, 21 de setembro, após ser baleado com um tiro no
tórax, durante uma tentativa de assalto no Centro de Abastecimento, em Feira de
Santana no estado da Bahia. Gesta Dermeval Costa Santos, de 58 anos de idade, lotado na Delegacia de
Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (DREOF), em Salvador, estava
acompanhado do primo Edson Andrade Ribeiro, que ainda o socorreu em um táxi
para a emergência do Hospital São Matheus, porém já chegou ao local sem vida. De acordo com
informações da polícia, o delegado e o primo realizavam compras no local onde sofreu a tentativa de assalto e foi ferido,
quando foram abordados pelo bandido, que portava um revólver e em determinado
momento disparou contra a vítima.
Após a ação, o autor do crime
fugiu em direção ao bairro da Rua Nova. Equipes das polícias civil e militar realizaram buscas na
região para tentar localizar o suspeito. “Todos nós fomos pegos de surpresa com essa
informação. Estamos aqui com os familiares da vítima e tivemos a informação que
ele estava em Feira de Santana fazendo um passeio e acabou sendo baleado numa
tentativa de assalto no Centro de Abastecimento.
Todas as informações a partir
de então são imprecisas, precisamos ouvir todas as versões a partir das oitivas
e ir ao local ver a dinâmica do crime”, informou a delegada Ludmilla Vilas
Boas, que trabalha na coordenadoria de Polícia Civil da Bahia e esteve no hospital São Matheus. Conforme
a delegada, as informações preliminares é que Gesta Dermeval era lotado em
Salvador e estava em gozo de licença prêmio. Estaria também próximo da
aposentadoria.
LOCAL VIOLENTO
A delegada Ludmila Vilas Boas
criticou ainda a retirada da base de Polícia Militar que havia no Centro de
Abastecimento e disse que lá se tornou um local violento. “Hoje não temos mais
o policiamento ostensivo que já houve, e era um local onde havia segurança. Já
trabalhei na Delegacia de Homicídios e sei da dificuldade que é elucidar um
homicídio ali, mas nós estamos conseguindo. E diante da circunstância que um local
daquele, aberto, não tem um policiamento ostensivo adequado, realmente a
polícia faz o que pode. (Acorda Cidade)

