Por Clóvis Gonçalves
O Brasil tem uma perda média de 38% da água potável que produz e deveria ser usada para consumo humano. Isso representa uma perda de 6,5 bilhões de m³ de água potável, o equivalente a mais de 7 mil piscinas olímpicas por dia. Esse volume seria suficiente para abastecer 30% da população brasileira por um ano. Em termos financeiros, a perda de faturamento custou para o país R$ 11,3 bilhões de reais em 2017, valor superior ao total de recursos investidos em água e esgoto no Brasil no ano (R$ 11 bilhões). No Ranking dos estado que mais perdem a Bahia está em 18º lugar com perda de 37%. Os estados campeões estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. Oito estados do país perdem metade ou mais da água que produzem com problemas de vazamentos, ligações clandestinas e falhas de leitura de hidrômetro, segundo estudo do Instituto Trata Brasil com a GO Associados, obtido pelo G1 e divulgado nesta última quarta-feira (5 de junho).
Em Roraima, estado com o pior índice, a perda na distribuição chega a 75%, o que significa que, a cada 100 litros de água captada, tratada e pronta para ser distribuída, 75 litros ficam pelo caminho. Em seguida, estão Amazonas (69%) e Amapá (66%). Lista também inclui Acre (60%), Maranhão (60%), Rondônia (56%), Pernambuco (52%) e Rio Grande do Norte (50%). Enquanto 83,5% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada, a média da região Norte para o mesmo indicador é de 57,5%. A do Nordeste é a segunda pior, com 73%. Em relação ao acesso à coleta de esgoto, a situação é ainda mais grave: apenas 10,2% da população do Norte e 26,9% da do Nordeste são atendidas, contra a média nacional de 52,4%. O estudo utiliza os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes ao ano de 2017. (G1)
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